- O prefeito Zohran Mamdani recorreu de ordem judicial que determina a expansão do programa de vouchers habitacionais CityFHEPS, contrariando a promessa de campanha de aprovar a ampliação.
- A justificativa é o custo estimado de mais de $4 bilhões nos próximos anos, em meio a um déficit orçamentário de $5,4 bilhões.
- Defensores dos vouchers afirmam que o CityFHEPS ajudou mais de 123 mil pessoas a encontrar moradia permanente desde 2018.
- Críticos dizem que a decisão pode frustrar a base que esperava uma expansão rápida e ressaltam as implicações orçamentárias de ampliar o programa.
- Mamdani também revisou a política de acampamentos de sem-teto: houve pausa inicial, seguida de reinício dos despejos, com novo comando e enfoque em ações diárias de atendimento.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, decidiu recorrer de uma ordem judicial que obriga a cidade a ampliar o programa de vouchers habitacionais CityFHEPS. A decisão ocorre mesmo após ele ter feito no campaign pledge de expandir o programa. O objetivo é enfrentar a crise de moradia na cidade e fechar um déficit de orçamento de bilhões de dólares.
A medida foi anunciada no dia do prazo para a decisão sobre o recurso, em meio a um cenário fiscal desafiador. Mamdani argumenta que a ampliação custará mais de 4 bilhões de dólares nos próximos anos, dado o atual estado das finanças da cidade.
Contexto e impacto do CityFHEPS
O CityFHEPS, criado em 2018 pela Department of Social Services, já ajudou mais de 123 mil pessoas a encontrar moradia estável, segundo relatório do controlador estadual de janeiro. O custo do programa cresceu de 176 milhões em 2019 para cerca de 1,2 bilhão em 2025.
A controvérsia envolve a prefeitura e o conselho municipal. Em 2023, o conselho aprovou medidas para facilitar o acesso aos vouchers, mas o prefeito da época, Eric Adams, vetou as leis por considerar o custo para os contribuintes. A prefeitura acabou não implementando as leis.
Balanço político e repercussões
A decisão de Mamdani gerou reação entre defensores de pessoas sem moradia, que veem os vouchers como ferramenta essencial para reduzir a pobreza e a reincidência de abrigos. A sociedade civil acusa o prefeito de romper uma promessa de campanha.
Analistas destacam que os vouchers ajudam a reduzir a necessidade de abrigos e podem ser mais custo-efetivos a longo prazo, embora não resolvam a demanda por unidades habitacionais. Especialistas ressaltam o peso do orçamento na decisão.
Perspectivas futuras
A administração de Mamdani manterá negociações com o conselho para buscar um acordo que permita o andamento do CityFHEPS, mesmo após o recurso. O prefeito ressaltou o compromisso com a redução da crise de moradia, buscando equilíbrio entre sustentabilidade fiscal e assistência aos sem-teto.
A gestão também reforçou que, além de moradia subsidiada, há planos para ampliar ações de construção de moradias a preços acessíveis, com foco em unidades novas e estratégias de financiamento federal.
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