- O humorista Murilo Couto criou a expressão “meu amigo Flávio” numa piada sobre o senador Flávio Bolsonaro, e não é eleitor dele.
- Ao retornar online, Couto viu que a frase foi adotada pela direita, com jingles e imagens de IA que o mostram abraçando Flávio.
- A adesão ocorreu sem que ele planejasse, e bolsonaristas passaram a seguir o humorista por causa dos jingles.
- A equipe de comunicação de Flávio acompanha o fenômeno, avaliando se a expressão funciona como slogan de campanha.
- Aliados já têm utilizado o termo, incluindo a deputada Júlia Zanatta, e o uso é visto como uma aproximação entre pai e filho que a campanha não pretende desfazer.
O humorista Murilo Couto criou o termo “meu amigo Flávio” em tom de piada contra o senador Flávio Bolsonaro. A expressão ganhou força nas redes, atingindo o público da direita e, potencialmente, o slogan de campanha do pré-candidato.
Em vídeo no Instagram, Couto explicou que a frase nasceu de uma gozação sobre o filho de Bolsonaro. O humorista afirmou não ser eleitor bolsonarista e relatou ter ficado quatro dias offline com a esposa, viajando pela África.
Ao retornar, constatou que a piada saiu do controle: bolsonaristas teriam abraçado a expressão e produzido jingles que viralizaram. Imagens geradas por IA mostraram Couto abraçando Flávio, ampliando a circulação do mote.
O termo ganhou adesão entre militantes: a ideia não partiu de uma equipe, mas se disseminou pela militância, segundo Couto. Ele afirmou ter recebido mensagens de deputados após o post.
O que mudou no entorno da campanha
A equipe de Flávio Bolsonaro acompanhou o burburinho e avaliou o episódio como uma “sorte” positiva, já que a composição dos jingles surgiu de forma espontânea e ganhou alcance sem impulsionamento pago.
A campanha investiga se o slogan pode funcionar na prática. Events em Natal e João Pessoa, há cerca de dez dias, tiveram a presença de aliados que repetiam a expressão nos materiais de divulgação.
Foi registrada distribuição de leques com a frase na entrada de um evento em Natal. Estrategistas avaliam se a adesão do público pode se traduzir em engajamento no mundo real.
Apoio e contexto
Aliados repercutiram o termo em redes sociais. A deputada Júlia Zanatta, do PL-SC, publicou vídeo em que utilizou a expressão “meu amigo Flávio”.
Os jingless substituem o sobrenome Bolsonaro pela expressão de aproximação. Não há, no momento, posição oficial contrária ou favorável à adoção do slogan pela campanha.
Interlocutores lembram que Flávio Bolsonaro mantém visitas frequentes ao pai, Jair Bolsonaro, em momentos de saúde delicada, o que reforça a narrativa de proximidade familiar na comunicação.
O debate sobre o uso da expressão também envolve menção à defesa de medidas legais relacionadas a agenda do senador, incluindo apoio a propostas de prisão domiciliar em contextos anteriores.
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