- Ronaldo Caiado (PSD) prometeu uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados por 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro, conforme sua primeira declaração de pré-candidato.
- Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar temporária, após ser condenado a 27 anos e três meses por participação no golpe.
- Flávio Bolsonaro (PL) mantém o foco no pai e na ideia de repetir o governo de 2022, ampliando a disputa pela agenda bolsonarista entre os que disputam votos.
- Caiado tem adotado linha de oposição ao governo Lula (PT), tentando se apresentar como alternativa à direita sem espaço para uma terceira via, e busca aproximações com lideranças religiosas e o agronegócio.
- Pesquisa do Nexus, divulgada em 30 de março, aponta Flávio com 38% de intenções de voto e Caiado com 4% no cenário, ainda sem programa de governo estruturado.
Na corrida presidencial, Ronaldo Caiado (PSD) abriu 2026 promovendo uma anistia ampla para condenados por atos de 8 de janeiro, incluindo Jair Bolsonaro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar provisória após ser condenado a 27 anos e três meses por participação no golpe.
A ideia de Caiado ajuda a moldar a estratégia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já sinalizava prioridade ao pai. A proposta de perdão, até então uma de Caiado, passa a compor o discurso compartilhado entre nomes do mesmo campo político.
Além da convergência de tom, Caiado adota uma oposição forte a Lula (PT), reforçando a linha de direita e afastando a possibilidade de uma “terceira via”. O ex-governador se apresenta como alternativa experiente, em contraste com Flávio, que nunca ocupou cargo Executivo.
Nos bastidores, o PSD sinaliza disputar o eleitor bolsonarista, buscando abrir caminho em setores-chave como o agronegócio e o eleitorado evangélico. A estratégia envolve aproximações com lideranças religiosas e eventos para esse público.
Flávio Bolsonaro tenta manter o apoio tradicional do bolsonarismo, com atenção especial ao agronegócio, considerado estratégico. No campo empresarial, o senador busca consolidar um posicionamento competitivo, mesmo diante de críticas pela falta de propostas detalhadas.
Em ato na Avenida Paulista, em 1º de março, Flávio foi alvo de críticas por leitura de texto no celular durante um discurso e pela ausência de contato direto com o público, o que gerou questionamentos internos sobre a consistência de sua liderança.
Panorama eleitoral
A disputa interna da direita permanece sem propostas estruturadas, com a campanha oficialmente iniciando apenas em 16 de agosto. No momento, o duelo parece centrado em lealdades e narrativa, não em programas de governo.
Pesquisa Nexus para o BTG Pactual, divulgada em 30 de março, aponta Flávio Bolsonaro com 38% de intenção de voto no cenário em que Caiado também é testado, enquanto Caiado aparece com 4%. A coleta ouviu 2.006 pessoas entre 27 e 29 de março.
Entre na conversa da comunidade