- A propaganda eleitoral gratuita começa em 28 de agosto; apenas legendas com cláusula de barreira em dois mil e vinte e dois terão espaço, e o tempo é definido pela bancada na Câmara dos Deputados.
- A Federação União Brasil (União) – formada por União Brasil e Progressistas – terá o maior tempo, com 2 minutos 28 segundos e 19 centésimos (20,78% do total de 12 minutos e 30 segundos), a partir de uma bancada de 106 deputados.
- O segundo maior tempo fica com o Partido Liberal (PL), com 2 minutos, 14 segundos e 98 centésimos; em seguida aparecem a Federação PT, PCdoB e PV, com 1 minuto e 59 segundos e 5 centésimos.
- O cálculo considera apenas o tempo do horário eleitoral gratuito, sem inserir inserções ao longo da programação; foi feito com base na representatividade da Câmara em duas mil e vinte e dois.
- Cenário de alianças: se houver coalizão entre Flávio Bolsonaro, União Brasil, PP e Republicanos, o tempo de propaganda poderia subir para mais de cinco minutos; sem essa frente, o tempo para os oposicionistas fica próximo de três minutos.
A partir de 28 de agosto começa a propaganda eleitoral gratuita. Mesmo sem início oficial, partidos que já lançaram pré-candidatos buscam apoio de siglas de centro para ampliar espaço na TV e no rádio. O cálculo leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara.
A regra reserva 90% do tempo pela representatividade e 10% igualitariamente entre legendas que superaram a cláusula de barreira. A cláusula exige desempenho mínimo de votos válidos ou número de deputados eleitos para acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda.
Tempo de TV por sigla
A Federação União Brasil-PP fica com o maior tempo: 2 minutos 28 segundos e 19 centésimos, equivalente a 20,78% do total. Ao todo, 106 deputados compõem essa bancada. Em seguida, aparecem PL com 99 deputados e 2 minutos 14 segundos, FEDERAÇÃO PT-PCdoB-PV com 81 deputados e 1 minuto 59 segundos, MDB e PSD com 42 deputados cada e 59 segundos cada.
Detalhamento por bancada
- FEDERAÇÃO UNIÃO BRASIL – UP: 106 deputados, 20,75%, 2m28s19cs
- PL: 99 deputados, 19,41%, 2m14s98cs
- FEDERAÇÃO PT,PCdoB, PV: 81 deputados, 15,88%, 1m59s05cs
- MDB: 42, 8,24%, 59s54cs
- PSD: 42, 8,24%, 59s54cs
- REPUBLICANOS: 40, 7,84%, 56s89cs
- FEDERAÇÃO PSDB-CIDADANIA: 18, 3,53%, 31s72cs
- PODEMOS: 18, 3,53%, 27s77cs
- PDT: 17, 3,33%, 26s42cs
- FEDERAÇÃO PSOL-REDE: 14, 2,75%, 23s78cs
- PSB: 14, 2,75%, 23s78cs
- FEDERAÇÃO PRD-SOLIDARIEDADE: 12, 2,35%, 22s48cs
- AVANTE: 7, 1,37%, 13s21cs
- TOTAL: 510 deputados; tempo total 750 segundos (12m30s)
Observações metodológicas
O estudo, conduzido pelo cientista político Henrique Cardoso Oliveira, da Fundação 1º de Maio, considerou apenas o horário dedicado ao tempo gratuito, não inserções na programação. A análise levou em conta as bancadas de 2022 e excluiu o Novo, que não atingiu a cláusula de barreira então.
Cenário de alianças
Caso o panorama atual se confirme, apenas PT (Lula), PSD (Caiado) e PL (Flávio Bolsonaro) teriam direito à propaganda presidencial plena. Novo, DC e Missão não teriam espaço. Assim, blocos do Centrão podem influenciar a distribuição de tempo por meio de alianças.
Impacto de possíveis acordos
Com uma possível aliança entre Flávio Bolsonaro, União Brasil-PP e Republicanos, o tempo reservado para presidência poderia subir de 2m14s98cs para acima de 5 minutos. Já a federação Brasil da Esperança, com apoio de PSB, PDT e PSOL Rede, poderia elevar o tempo para pouco mais de 3 minutos.
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