- Trump solicita US$ 152 milhões para restaurar a Alcatraz, conforme proposta orçamentária para o ano fiscal de 2027.
- O pedido faz parte de um plano maior e foi divulgado na sexta-feira; Trump já havia pedido, em maio, que o DOJ, o FBI e a Homeland Security reconstruíssem a prisão.
- Hoje, a Alcatraz não tem água, energia, gás nem saneamento, e estimativas apontam custo de mais de US$ 2 bilhões para a reconstrução.
- A ideia é contestada por autoridades locais e pela oposição, com críticas de que seria inviável financeiramente.
- O orçamento reserva US$ 152 milhões para cobrir o primeiro ano do projeto; não há definição pública sobre o cronograma de reabertura.
Donald Trump pediu 152 milhões de dólares para restaurar Alcatraz, antiga prisão federal na Baía de San Francisco, segundo proposta orçamentária para o ano fiscal de 2027.
O pedido integra um pacote de 1,7 bilhão de dólares destinado a financiar instalações detidas pela Agência de Prisões (Bureau of Prisons). O objetivo é cobrir o primeiro ano do projeto de restauração.
A proposta foi divulgada na sexta-feira. A iniciativa já enfrentou resistência de autoridades estaduais e figuras políticas locais. Críticas apontam dúvidas sobre viabilidade e custo do empreendimento.
Segundo a leitura da imprensa, estudos estimam que a reconstrução poderia exigir mais de 2 bilhões de dólares, caso haja orçamento adicional. A estimativa foi apresentada pelo gabinete do senador estadual Scott Wiener.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, já afirmou que a ideia é fiscalmente inviável, definindo-a como um erro de grande monta. A ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi, também criticou a proposta, classificando-a como desperdício de recursos públicos.
Ainda não há confirmação sobre o cronograma ou prazos para a reabertura de Alcatraz, caso o projeto avance. A administração não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Alcatraz foi chamada de Rock e funcionou como penitenciária de alta segurança entre 1934 e 1963. Localizada em uma ilha, a função tornou a operação cara e complexa, justificando, segundo o Bureau of Prisons, parte de sua desativação.
A unidade hoje é um sítio histórico que recebe mais de um milhão de visitantes por ano. As autoridades dizem buscar preservar o patrimônio, ao mesmo tempo em que discutem impactos financeiros de longo prazo.
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