- Donald Trump mostrou-se a imitar Keir Starmer, dizendo que o premiê britânico precisaria consultar a equipe antes de enviar porta-aviões do Reino Unido ao Oriente Médio.
- Trump fez os comentários durante um almoço de Páscoa na Casa Branca; o conteúdo foi publicado pela White House e depois apagado, mas já circulava em redes.
- Segundo fontes de Whitehall, o Reino Unido nunca pediu os navios nem ofereceu os portadores de armas à coalizão; Trump não havia feito esse pedido.
- O ex-presidente também debochou de Emmanuel Macron, citando críticas à esposa Brigitte; o tom gerou atrito nas relações entre EUA e Reino Unido.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que manterá a posição sobre a guerra independentemente da pressão e que não vai recuar em seus interesses nacionais.
Donald Trump atacou Keir Starmer durante um almoço de Páscoa no Salão Oval, em Washington, ao sugerir que o premiê britânico precisaria consultar a equipe antes de decidir enviar porta-aviões britânicos ao Oriente Médio. O episódio aconteceu em território dos EUA, como parte de uma intervenção pública do presidente.
Trump afirmou que os dois porta-aviões britânicos estariam disponíveis, mas que o premiê não poderia agir sozinho, segundo a narrativa apresentada pelo ex-presidente. Fontes de Whitehall indicaram que o Reino Unido não foi consultado nem oferecido para a operação, afastando a ideia de pressão britânica formal sobre o tema.
A cena ocorreu em um almoço reservado à imprensa, posteriormente divulgado por canais oficiais da Casa Branca e, após ser retirado, reapareceu por meio de cobertura de veículos de imprensa. A tribuna também incluiu uma referência a Emmanuel Macron, com tom de zombaria sobre a situação do líder francês.
Keir Starmer não respondeu de imediato às provocações, mantendo o foco na política externa do Reino Unido. Em declarações anteriores, ele reiterou que manterá sua posição sobre o conflito e que não recuará diante de pressões, buscando o interesse nacional britânico.
O episódio amplia a tensão entre Washington e Londres em torno da estratégia para o Irã. Três pontos centrais ficaram em evidência: a relação bilateral, a percepção de liderança de Starmer e a presença de recursos militares britânicos em operações no Oriente Médio.
A imprensa britânica destacou que Trump já criticou decisões britânicas sobre bases militares e sobre a soberania das Ilhas Chagos, sem indicar mudanças formais de política por parte de Londres. O governo britânico não comentou diretamente o episódio.
Em resposta, o premiê enfatizou, em depoimento anterior à comissão de liaison do Parlamento, que prioriza os interesses nacionais e não se deixa influenciar por ruídos externos. Ele afirma manter o foco em decisões difíceis que beneficiem o país.
A Casa Branca não confirmou detalhes adicionais sobre o ocorrido nem confirmou se houve qualquer pedido formal ao Reino Unido para enviar porta-aviões. A história evidencia o desequilíbrio entre declarações públicas e práticas diplomáticas entre as duas nações.
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