- Senadora Tammy Duckworth (Democrata de Illinois) critica a política de manter os passageiros com os zapatos, dizendo que é uma “medida descuidada” que pode colocar voos em risco.
- O governo dos Estados Unidos permitiu, há nove meses, que passageiros passem pelos scanners sem tirar os sapatos, revertendo uma regra vigente há quase duas décadas.
- A nova política de manter os sapatos foi anunciada pela ex-secretária do DHS, Kristi Noem, em julho passado, após o caso do “shoebomber” em 2001.
- Duckworth cita relatórios de que alguns scanners não conseguem ler os sapatos e afirma que a mudança pode ter criado uma vulnerabilidade de segurança.
- A carta foi enviada à adjunta administradora da TSA, Ha Nguyen McNeill, e a senadora também atua em propostas legislativas para facilitar viagens com leite materno e itens de amamentação.
A senadora Tammy Duckworth pediu à Administração de Segurança de Transporte (TSA) que reinstale a política de remover os sapatos nos controles de segurança dos aeroportos dos EUA. A parlamentar afirmou que manter os sapatos calçados aumenta riscos e potencialmente cria vulnerabilidades no sistema de triagem.
Duckworth, democrata de Illinois e autora de um ofício à TSA, sustenta que a mudança recente representa um desvio perigoso da prática que vigorou por quase duas décadas. Ela citou relatos sobre a incapacidade de algumas máquinas de raio-x de identificar itens sobressalentes nos sapatos.
A mudança foi anunciada em julho do ano passado, durante a gestão do ex-secretário do DHS Kristi Noem, e encerrou a política de sapatos que se manteve após o atentado de Richard Reid em 2001. Segundo a senadora, a decisão foi tomada sem consulta significativa à TSA.
A parlamentar mencionou informações do inspetor-geral do DHS, que apontaram que alguns scanners corporais podem não detectar itens dentro dos sapatos. Com isso, Duckworth pediu a reversão imediata da política e a reativação da verificação anterior.
Além disso, Duckworth reiterou que a atualização contrasta com as recomendações de segurança pública e ressaltou que a TSA deve agir para evitar falhas que possam facilitar a entrada de itens proibidos em aeronaves. A solicitação ocorre num momento de filas extensas em aeroportos, em meio a dificuldades de pessoal após uma paralisação parcial do governo.
A chefia da TSA, representada pela deputada Ha Nguyen McNeill, ainda não respondeu oficialmente aos questionamentos sobre a proposta de Duckworth. O DHS também não se posicionou de forma pública sobre o tema até o momento.
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