- Navio porta-contêineres CMA CGM Kribi, com bandeira de Malta, tornou-se o primeiro da linha ocidental a atravessar o estreito de Hormuz desde o início da guerra no Irã.
- A travessia teria sido iniciada com o transponder ligado perto de Dubai em 28 de março, seguindo pela rota ao redor da ilha de Larak.
- Três petroleiros ligados a Omã também cruzaram o canal, incluindo o Sohar LNG, com bandeira panamenha e co-propriedade da Mitsui OSK Lines.
- O estreito, que normalmente transporta cerca de um quinto do petróleo e gás globais, permanece quase fechado, elevando preços e alimentando debates sobre um corredor humanitário para fertilizantes.
- Autoridades internacionais discutem medidas como remoção de minas e abertura da passagem, com posicionamentos de países como Reino Unido e declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a possibilidade de abrir a rota com o tempo.
O estreito de Hormuz voltou a registrar passagem de navios, sinalizando uma abertura parcial em meio ao bloqueio imposto desde o início da crise com o Irã. Um cargueiro de contêineres da CMA CGM, com bandeira de Malta, navegou para o Golfo e cruzou o estreito, segundo dados de rastreamento citados pelo Financial Times. A embarcação, o CMA CGM Kribi, estaria entre as primeiras de uma empresa ocidental a realizar o trajeto desde o início do edição do conflito.
A rota seguiu pelo canal passando pela área de Larak, próxima à costa iraniana, que tem sido um corredor utilizado por embarcações que atravessam a via. O navio transportava carga, conforme relatos, e a passagem ocorreu após o navio acionar o transponder perto de Dubai no dia 28 de março.
Também foram reportadas três393 petroleiras ligadas a Omã atravessando o canal, sem utilizar a rota ao norte junto à ilha iraniana. Entre elas está um fretamento de gás natural liquefeito comandado pela Mitsui OSK Lines, com bandeira do Panamá, o Sohar LNG. A empresa Mitsui OSK não confirmou o momento da travessia nem eventuais negociações.
O bloqueio elevou os preços globais de petróleo e gás, e cresce a preocupação com a segurança alimentar, visto que uma parcela expressiva do comércio mundial de insumos para fertilizantes passa pela região. Organizações internacionais avaliam opções para manter corredores humanitários que assegurem o fornecimento de fertilizantes a países pobres.
Reações internacionais
O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido destacou a necessidade de ação coordenada para pressionar o Irã a reabrir a passagem, após reunião virtual com mais de 40 países. Questionou-se também a possibilidade de cobrar tarifas elevadas para navios que cruzarem o estreito, que tem sido alvo de críticas. Fontes oficiais não comentaram detalhes operacionais.
Em paralelo, líderes internacionais estudam medidas para limpar minas marítimas e resgatar embarcações presas na região. O objetivo é reduzir riscos ao tráfego e ampliar opções logísticas para navios que necessitam transitar com urgência.
O antigo presidente dos EUA havia afirmado publicamente, por meio de rede social, que a abertura do estreito seria viável, mas sem prazo definido. O tema continua sob avaliação de autoridades internacionais e membros da comunidade global, com reuniões programadas para a próxima semana.
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