- Um drone russo Shahed atingiu a estação de bombeamento do oleoduto Druzhba em Brodi, no oeste da Ucrânia, na manhã de 26 de janeiro, com incêndio que durou dias.
- A estação ficou fora de operação, deixando Hungria e Eslováquia sem petróleo russo, pois o Druzhba é o nó que empurra o crude russo através da Ucrânia para esses países.
- A União Europeia se mobiliza para solucionar a crise: a Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu acertaram apoio financeiro à reparação urgente de Brodi, visando manter o fluxo e conter elevações de preço.
- O governo húngaro acusou Kiev de inventar o ataque para pressionar a União Europeia; Kiev e Ukrtransnafta confirmaram a versão de explosão e incêndio ocorridos na manhã de 26 de janeiro.
- Técnicos da UE chegaram a Kiev para avaliar os danos; a Ukrtransnafta abriu inscrições para contratar a empresa que fará a reconstrução, com prazo estimado de cerca de vinte meses para a conclusão.
Um drone Shahed atingiu a estação de bombeamento do oleoduto Druzhba em Brodi, no oeste da Ucrânia, na manhã de 26 de janeiro. O ataque tornou a planta inoperante, com fogo que permaneceu visível por dias e deixou parte das instalações danificadas.
A falha no bombeio interrompe o transporte de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, dois dos principais aliados europeus do Kremlin. O Druzhba leva o combustível através da Ucrânia, conectando-o ao petróleo russo enviado a várias regiões da Europa Central desde os anos 60.
Reações políticas e contexto
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusou Kiev de forjar o ataque para deixar o país sem petróleo durante a crise energética. A Casa Branca russa, por meio de seu porta-voz, alegou que a Ucrânia sabota o transporte. Fontes oficiais afirmam que os acordos internacionais exigem a manutenção do Druzhba ativo até 2029.
A União Europeia busca soluções rápidas para a crise. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, concordaram com Zelenski a financiar a reparação urgente da estação em Brodi, além de manter o fluxo do Druzhba para evitar aumentos de preço no petróleo. Um comunicado conjunto reforçou a relevância do tema para a estabilidade energética.
Avanços e próximos passos
Uma missão de técnicos da UE chegou a Kiev em 19 de março para avaliar os danos em Brodi e aguarda autorização para visitar as instalações. A Uktransnafta publicou as bases de um concurso para contratar a empresa responsável pela reconstrução, com prazo de candidatura até 6 de abril e previsão de cerca de 20 meses de obras.
Sobre o objetivo do ataque, moradores de Brodi citados pela imprensa local apontam que o petróleo russo alimenta a região e que a destruição pode ter como alvo outras estruturas próximas. No entorno, há depósitos de combustível de uma importante petrolífera ucraniana e uma linha ferroviária de cargas de caminhões cisterna que também podem ter relevância estratégica.
Perspectivas locais
Com a interrupção do bombeio, a cidade de Brodi convive com danos à infraestrutura energética regional. Vecinos e comerciantes descrevem impactos econômicos e a frustração de dependerem, ainda que temporariamente, de fontes de energia diferentes. O debate sobre a reabertura do ramal continua em aberto, enquanto autoridades trabalham para restabelecer o fluxo pelo Druzhba.
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