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Arcebispo militar dos EUA afirma que conflito com Irã não atende guerra justa

Arcebispo dos serviços militares dos EUA afirma que guerra contra o Irã não atende à teoria da guerra justa; enfatiza negociação e evitar danos civis

Timothy Broglio conducts an Easter Sunday mass at the Basilica of the National Shrine of the Immaculate Conception in Washington in April 2020.
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  • O arcebispo Timothy Broglio, chefe da Arquidiocese Militar dos EUA, disse em entrevista à CBS News que, segundo a teoria da guerra justa, a campanha dos EUA contra o Irã não parece justificável.
  • Broglio reconhece que o Irã é uma ameaça com armamento nuclear, mas afirmou que atacar o país seria “compensar uma ameaça antes dela se concretizar”.
  • A teoria da guerra justa orienta que a guerra deve ser último recurso, com autoridade legítima, objetivo correto e proporcionalidade para alcançar a paz.
  • Broglio disse que é difícil considerar a guerra como algo patrocinado pelo Senhor e destacou que Jesus pregou paz e que a guerra deveria ser o último recurso.
  • O arcebispo também apontou que líderes militares poderiam reavaliar a estratégia, mantendo o objetivo de minimizar danos e preservar vidas inocentes, em diálogo com a posição do Papa Leão XIV pela negociação.

O líder de todos os capelães católicos das Forças Armadas dos EUA questionou a legitimidade da campanha militar em relação ao Irã sob a teoria do “guerra justa”. O arcebispo Timothy Broglio, chefe da Arquidiocese Militar dos EUA, falou em entrevista à CBS News, cuja transmissão está programada para este fim de semana. A entrevista ocorreu nos EUA.

Broglio afirmou que, embora o Irã represente uma ameaça com suas armas nucleares, o combate ao estado teocrático seria uma resposta desproporcional frente à ameaça real. A teoria da guerra justa orienta, entre outros pontos, a atuação apenas como último recurso, com autoridade legítima e proporcionalidade.

Segundo o arcebispo, é difícil enquadrar a guerra nesse enquadre moral. Ele ressaltou que pode haver informações que levaram a direção a considerar aquela opção como única, sem emitir julgamento definitivo. A posição enfatiza cautela e busca por caminhos alternativos.

A discussão ocorre em meio a tensões políticas nos EUA sobre a justificativa da ação militar. A Casa Branca de Donald Trump sustenta que o Irã sustenta terrorismo, possui programa de mísseis e urânio enriquecido, o que, na visão oficial, sustenta a intervenção.

Democratas, por sua vez, qualificam a ofensiva como escolha de política externa e acusam de ter contornado a aprovação do Congresso. Pesquisas recentes apontam queda de popularidade de Trump, com dados de fontes como YouGov e The Economist.

Durante participação gravada para o programa Face the Nation, Broglio abordou a retórica do secretário de Defesa, que pediu aos norte-americanos que orem pela vitória militar, em nome de Jesus Cristo. O arcebispo reconheceu que a mensagem envolve nuances teológicas e administrativas.

Broglio afirmou ainda que a orientação é agir para minimizar danos e preservar vidas inocentes. Ele observou que, no âmbito militar, a objeção de consciência costuma se vincular a objeções amplas à guerra, não a ações específicas.

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