- Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, disse que a filiação de Sergio Moro foi um “cálculo pragmático” para a estratégia do partido, que diz precisar dos votos do ex-juiz.
- Ele afirmou que Moro não será mais juiz e sim governador, e citou que Ratinho Júnior deixou a disputa presidencial, abrindo espaço para Moro no Paraná.
- O apoio a Moro é visto como forma de fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná nas eleições presidenciais.
- Em 2024, o PL pediu a cassação de Moro no TRE-PR por suposto abuso de poder econômico; Moro foi absolvido pelo TRE-PR e a questão foi levada ao TSE, que rejeitou as ações.
- Valdemar disse ainda que Moro ajudou a barrar a convocação dele para a CPI do Crime Organizado no Senado, em votação de seis a cinco.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, explicou a filiação do senador Sergio Moro ao partido como um cálculo pragmático para fortalecer a base da direita nas eleições. A declaração ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles nesta quarta-feira, 1º.
Segundo Valdemar, a aproximação ocorreu após o governador Ratinho Júnior anunciar a disputa pela Presidência. O dirigente afirma que, sem o capital político de Moro, o PL ficaria sem votos relevantes no Paraná.
Valdemar disse que Moro passou a ver a política como possibilidade de governar e que, dentro do Paraná, a adesão do ex-juiz evita a dispersão de votos. Ele ressaltou a importância de uma maioria para melhorar o país.
Mudança de estratégia
O presidente do PL afirmou que a decisão também levou em conta o cenário nacional, com Moro indicando caminho diferente do judiciário para alcançar o governo estadual. A fusão de forças busca fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná.
Em 2024, o PL já pediu a cassação de Moro no TRE-PR por suposto abuso de poder econômico durante a campanha de 2022. O ex-juiz tentou conciliar atuação eleitoral com novas candidaturas, sem sucesso definitivo nos tribunais.
Valdemar lembrou ainda que Moro ajudou a barrar sua convocação na CPI do Crime Organizado, segundo relato do dirigente em entrevista ao SBT News. O episódio é citado como sinal de cooperação entre as lideranças.
Por fim, a análise interna do PL avalia que o engajamento de Moro pode impactar a corrida estadual, com perspectivas de vitória ainda no primeiro turno, conforme a leitura do comando do partido.
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