- Polly Billington, ex-assessora do governo de Gordon Brown, diz que Keir Starmer deve convocar uma cimeira global de energia do mesmo tamanho da resposta à crise de 2008 para reduzir a exposição do Reino Unido aos combustíveis fósseis.
- Ela afirma que a crise energética causada pela guerra entre EUA e Irã é “tão grande quanto” a financeira e requer uma resposta de igual magnitude.
- Propõe cooperação emergencial para estabilizar mercados de energia, proteger cadeias de suprimentos, coordenar reservas estratégicas e acelerar a transição para fontes não fósseis.
- Observa que, apesar de ter reunido 35 países para discutir a reabertura do estreito de Hormuz, é necessária uma resposta global maior sobre energia.
- O governo diz estar atuando para reduzir o custo de vida e planeja apoio direcionado às contas de energia, mas alguns deputados veem risco eleitoral com preços de combustível e inflação em alta.
Polly Billington, ex-assessora do governo e hoje deputada do Labour pelo East Thanet, pediu a Keir Starmer que convoca um grande cúpula global de energia, equivalente à resposta de Gordon Brown à crise financeira de 2008, para reduzir a dependência britânica de combustíveis fósseis. A proposta surge em meio à tensão causada pela guerra entre EUA/Israel e o Irã. A líder da oposição foi indicada como podendo colocar a Grã-Bretanha em um “modo de guerra” para mitigar impactos econômicos.
Billington afirmou que o atual cenário energético representa um choque tão significativo quanto o crash financeiro e requer uma resposta proporcional. Segundo ela, o aumento de preços tende a não ser temporário nem regional, impactando o custo de vida e alimentando descontentamento social. A deputada ressaltou que a atual medida de reunir 35 países para discutir a abertura do estreito de Hormuz é positiva, mas insuficiente diante da magnitude necessária.
A deputada sugeriu que o país reúna aliados para acordos de cooperação emergencial que estabilizem os mercados de energia, protejam cadeias de suprimento, coordenem reservas estratégicas e acelerem a transição para fontes limpas. Ela defendeu que a segurança energética está conectada à segurança global e que desperdícios de recursos podem gerar conflitos e coerção.
Segundo apuração, a ideia ganha contornos em um momento em que alguns parlamentares do Labour temem que o governo subestime o impacto doméstico da guerra. Em recente entrevista coletiva, Starmer enfatizou que o governo atua para reduzir o custo de vida e que há planos em elaboração para apoio focalizado às contas de energia, caso o conflito persista. Ainda assim, há preocupação com possíveis impactos eleitorais de gasolina mais cara, contas de energia e inflação.
Entre as propostas em pauta no espectro político, legislar para aumentar a produção de combustíveis fósseis encontra resistência entre alguns partidos, enquanto outros defendem reduções de tributos sobre energia e medidas de apoio a veículos elétricos. O SNP pediu a convocação do Parlamento após o recesso pascal, acusando o governo de não responder de forma adequada à crise energética.
Ed Davey, líder Lib Dem, classificou o aumento de custos como imposto adicional ligado aos conflitos, cobrando ações para conter a escalada dos preços e manter a mobilidade do país. Autores do debate destacam a necessidade de políticas mais audaciosas, sem abandonar a prudência fiscal.
Entre na conversa da comunidade