- Os presidentes da Local 802 (Manhattan) e da Local 47 (Los Angeles) da Federação Americana de Músicos defenderam Bruce Springsteen diante de críticas do presidente dos EUA.
- Donald Trump chamou Springsteen de “bad, and very boring singer” e pediu aos seguidores do MAGA para boicotarem o artista.
- Springsteen é membro das Locals 47 e 399, com histórico de críticas às políticas do presidente.
- Os dirigentes disseram que Springsteen é uma voz para trabalhadores e que a música dele expressa resistência diante do poder, defendendo o direito de expressão.
- Um porta-voz da Casa Branca afirmou que a referência é ao TRUTH; a turnê de Springsteen começou em Minnesota, dois dias após as declarações de Trump.
A força da solidariedade chega aos músicos diante de críticas direcionadas a Bruce Springsteen. Dois presidentes de locais da American Federation of Musicians divulgaram uma nota de apoio ao artista, após ataques do presidente dos EUA nas redes e nas falas públicas. A mensagem ressalta que Springsteen é uma voz de trabalhadores e de resistência, com histórico de engajamento social.
Os chefes das entidades locais envolvidas são Dan Point, da Local 802 de Nova York, e Marc Sazer, da Local 47 de Los Angeles. Eles afirmam que não há espaço para ataques pessoais de uma autoridade a um membro destacado da indústria musical, e que a defesa da liberdade de expressão dos artistas é fundamental para o exercício do talento e da consciência cívica.
O apoio ocorre em meio a uma polêmica desencadeada por uma publicação do presidente na rede social Truth Social, na qual o artista foi chamado de nome pejorativo e alvo de cobrança de boicotes. Springsteen, que costuma criticar políticas nacionais, havia iniciado uma turnê que, segundo o próprio artista, deveria ter um cunho politicamente engajado.
Contexto e desdobramentos
A nota dos dois locais da AFM enfatiza a importância de defender quem utiliza a plataforma artística para expressar opiniões. Os representantes destacam que o trabalho musical de Springsteen, desde clássicos como Nebraska e Born to Run, é visto como parte de um movimento de conscientização sobre direitos dos trabalhadores. A reação da AFM não envolve posições políticas, mas a defesa de direitos profissionais.
No momento, a Casa Branca encaminhou comentários oficiais sobre a fala presidencial, sem oferecer resposta direta ao conteúdo da crítica musical. A equipe de Springsteen não divulgou declarações adicionais além das já publicadas, mantendo o foco na mensagem de solidariedade e na defesa da liberdade de expressão artística.
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