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Rima Hassan, eurodeputada da LFI, detida por apologia ao terrorismo

Rima Hassan é detida preventivamente em Paris por apologia ao terrorismo; polícia encontra gramas de droga sintética em seu bolso

La eurodiputada de La Francia Insumisa, Rima Hassan, en un acto con de La Francia Insumisa con Jean-Luc Mélenchon.
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  • A eurodeputada Rima Hassan, da França Insumisa, foi detida em Paris para prestar depoimento por apologia do terrorismo, em investigação da Unidade Nacional de Luta contra o Odio na Internet (PNLH).
  • O caso envolve um tuíte de 26 de março que fazia referência a Kōzō Okamoto, autor de ataque em 1972 no aeroporto Ben Gurion; Hassan eliminou a publicação após ser chamada pela polícia.
  • Ao depor, a polícia encontrou alguns gramas de droga sintética no bolso, aumentando a acusação para consumo, transporte e posse de drogas.
  • A eurodeputada, de 33 anos, já havia sido alvo de denúncias semelhantes em dezembro de 2024 pelo Observatório Judío de França, que envolve publicações nas redes sociais. Hassan nega as acusações e diz sofrer campanha contra si.
  • O caso também ganhou atenção após episódio envolvendo um jovem ultradireitista em Lyon, em fevereiro, relacionado a protestos contra uma conferência de Hassan.

Rima Hassan, eurodeputada da La France Insoumise, foi detida nesta quinta-feira em Paris durante depoimento autorizado pela Polícia, no âmbito de uma investigação da Unidade Nacional de Luta contra o Odio na Internet. A apuração envolve possível apologia de terrorismo, com Hassan sendo interrogada pela polícia. O distrito 2º da capital foi o local da operação.

Durante a oitiva, os agentes também encontraram no bolso da parlamentar uma pequena quantidade de droga sintética. Ela foi encaminhada para a delegacia para ser ouvida sob custódia preventiva, ampliando as acusações para consumo, transporte e posse de substâncias ilícitas.

Contexto e histórico

A investigação se baseia em um tweet do dia 26 de março, que mencionava o militante japonês Kōzō Okamoto, ligado a ataques de 1972 em Israel. Segundo o Le Parisien, Hassan removeu a postagem após contato policial. A defesa afirma que a parlamentar tem colaborado com as autoridades.

A eurodeputada já enfrentou episódios anteriores envolvendo denúncias ligadas a conteúdos nas redes sociais e comentários sobre resistência armada. Em 2024, o Observatório Judaico da França apresentou denúncia semelhante, que a defesa atribui a uma campanha contra Hassan.

Contexto político e externo

Hassan atua pela La France Insoumise, partido de Jean-Luc Mélenchon. A dimensão política do caso é acompanhada por reações de aliados que negam qualquer vínculo entre as publicações e comportamentos da parlamentar. A acusação atual não está vinculada a decisões judiciais de outras jurisdições.

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