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Reino Unido convoca 40 países, sem Trump, para reabrir o estreito de Ormuz

Reino Unido reúne cerca de quarenta países por teleconferência para estudar mecanismos diplomáticos e econômicos visando reabrir o estreito de Ormuz, com possíveis sanções e impactos globais

La ministra de Exteriores del Reino Unido se dirige este jueves por vía telemática desde Londres a los países participantes
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  • O Reino Unido reuniu por videoconferência cerca de quarenta países para estudar mecanismos diplomáticos e econômicos para reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã.
  • Aproximadamente dois mil navios mercantes e cerca de vinte mil marinheiros estão retidos na região; nas últimas vinte e quatro horas passaram apenas 25 embarcações, segundo a ministra britânica.
  • A ministra de Relações Exteriores, Yvette Cooper, responsabilizou a Irã pela situação, destacando impactos potencialmente negativos nos custos de habitação e combustível e citando estimativas do Banco Mundial sobre risco de insegurança alimentar para milhões.
  • Entre as propostas discutidas estão maior pressão diplomática internacional, com apoio da Organização das Nações Unidas, e medidas políticas e econômicas coordenadas, incluindo sanções caso o estreito permaneça bloqueado.
  • Está marcada uma nova reunião, em uma semana, com representantes militares para planejar segurança no estreito, em coordenação com a Organização Marítima Internacional e com operadores do setor, visando a liberação de navios e tripulações.

O Reino Unido reuniu, por meio de teleconferência, representantes de cerca de 40 países para discutir a reabertura do estreito de Ormuz, sob o efeito do bloqueio iraniano. A reunião, liderada pela ministra britânica de Exteriores, Yvette Cooper, ocorreu em um momento de tensões na região e busca mecanismos diplomáticos e econômicos para assegurar o tráfego pelo estreito, que concentra cerca de 20% do petróleo mundial.

Ao longo do encontro, países participantes analisaram estratégias para manter a passagem de navios mercantes e proteger trabalhadores da área, diante de relatos de bloqueio. Meios de cooperação com a ONU, com a Organização Marítima Internacional e com o setor de seguros foram destacados como pilares da pressão internacional.

O bloqueio afeta aproximadamente 2 mil navios e cerca de 20 mil marinheiros. Segundo Cooper, apenas 25 embarcações cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, frente a uma média de cerca de 150 por dia em condições normais. A ministra descreveu o impacto como uma ameaça à segurança econômica global.

Medidas propostas e próximos passos

Entre as medidas discutidas estão o reforço da pressão diplomática e o envio de mensagens coordenadas para Irã, por meio de mecanismos da ONU. Além disso, há a intenção de explorar medidas políticas e econômicas coordenadas, incluindo possíveis sanções, caso o estreito permaneça bloqueado.

Cooper afirmou que a reunião tratou de ações no terreno diplomático e internacional, com mobilização de ferramentas de pressão econômica e diplomática. O governo britânico informou que uma nova reunião, envolvendo representantes militares, ocorrerá dentro de uma semana para planejar uma estratégia de segurança no estreito após a progressiva redução de ataques e a possibilidade de alto o fogo regional.

O grupo pretende ainda trabalhar em conjunto com operadores marítimos e com a indústria para compartilhar informações e apoiar a confiança dos mercados. A ideia é facilitar a liberaração de embarcações e marinheiros presos, em alinhamento com a Organização Marítima Internacional.

França e outros líderes ressaltaram que não cabe ao uso da força a reabertura do canal. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou que qualquer ação deve ocorrer com coordenação internacional e após um cessar-fogo, mantendo o tom de cautela diante de qualquer intervenção militar.

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