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Prefeitura de SP paga extras acima do mercado a ONGs de eventos

Prefeitura de São Paulo paga aditivos e preços acima do mercado em contratos de Natal Iluminado e City Tour; investigação apura possíveis irregularidades

Catedral da Sé foi um dos pontos iluminados no Natal de São Paulo em 2025
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  • A decoração natalina em oito pontos turísticos de São Paulo ficou 25% mais cara em apenas quarenta dias, com aditivo de 3,5 milhões de reais com a ASA (Associação de Bem-estar, Esporte e Cultura).
  • O UOL apurou 34 contratos e 57 aditivos na área de eventos, com ao menos quinze empresas e entidades trazendo vínculos administrativos, familiares ou fiscais entre as participantes.
  • A ASA disse que o reajuste do Natal Iluminado atendeu a um pedido da prefeitura para aumentar de trinta para quarenta e um dias a ativação das atividades dos festejos.
  • Também há casos envolvendo MM Quarter Produções e Eventos Ltda. e Mundo Melhor, com a CGM já vetando nova contratação da MM Quarter por suspeitas de desvio de recursos; a prefeitura investiga as relações entre as empresas.
  • Os brindes para os cinquenta e cinco mil participantes do City Tour São Paulo, incluindo fotos emolduradas, sacolas e cadernos, somaram cinco milhões e setecentos mil reais, amount que supera gastos com transporte estimados em quatro milhões e trezentos mil reais.

O Natal Iluminado de São Paulo foi reajustado em 3,5 milhões de reais, 40 dias após o lançamento do projeto. A prefeitura firmou aditivo com a ASA, ONG responsável pela organização, elevando o custo total para eventos em oito pontos da cidade. A empresa/entidade envolvida consta entre as autorizadas em 34 contratos da área de eventos.

Segundo a prefeitura, o aumento, de 30 para 41 dias de ativação, foi solicitado pela administração municipal. Dados do levantamento do UOL apontam 57 aditivos em contratos de eventos, com pelo menos 15 empresas ligadas a operações semelhantes. A rede de fornecedores manteve ligações administrativas e familiares em várias ocasiões.

A ASA confirmou o reajuste por meio de nota, destacando que houve apenas a ampliação do prazo para a execução das atividades festivas. Em 2024, a associação já havia ajustado o valor do City Tour São Paulo, sem mudança de escopo, para 19,9 milhões de reais.

A cidade de São Paulo registra adoção de práticas repetidas entre poucas promotoras, segundo a apuração. Em relatório, o Banco de fornecedores mostra que MM Quarter e Mundo Melhor também aparecem com frequência nos aditivos, gerando suspeitas de associações entre empresas.

A Secretaria Municipal de Turismo informou que a contratação de organizações da sociedade civil ocorreu por chamamento público, seguindo o Marco Regulatório. A prefeitura afirmou que detalha as despesas no plano de trabalho de cada proposta apresentada pelos projetos Natal Iluminado, City Tour e Operação Minhocão.

Mimos e valores elevados

A lista de itens de presente para os 55 mil participantes do City Tour inclui fotografias emolduradas, sacolas, folhetos e itens personalizados. Os preços, segundo levantamento, superam variações de mercado conhecidas para serviços equivalentes, levantando dúvidas sobre a conformidade dos valores contratados.

Em contratos com a prefeitura, o custo com brindes chega a 5,7 milhões de reais, perto de 30% do total do City Tour. A cobertura envolveu também custos com montagem, distribuição e logística para cada ônibus, com equipes de apoio destacadas.

A prefeitura não informou se os brindes atestam benefício pedagógico ou educacional, nem justificou a relação entre os preços praticados e os serviços efetivamente fornecidos. A assessoria afirmou apenas que os contratos seguiram os procedimentos formais de licitação pública.

Contexto institucional

A investigação sobre os contratos envolve ainda o Ministério Público de São Paulo, após a exoneração de dirigentes ligados às organizações citadas. A administração municipal confirmou apuração interna e destacou que as contratações obedecem aos requisitos legais. O tema segue sob análise dos órgãos competentes.

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