- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataca Emmanuel Macron em tom pessoal, dizendo que Macron é maltratado pela esposa e que está se recuperando de um golpe na mandíbula.
- Trump pediu ajuda da França para desbloquear o estreito de Ormuz, sugerindo o envio de navios de guerra e a eliminação dos “maus” com destruição de mísseis balísticos.
- Macron respondeu, dizendo que as declarações não são elegantes nem à altura e que não iria responder, mantendo o foco em mensagens mais estáveis.
- O presidente americano criticou a cooperação europeia durante a imprensa, insinuando que aliados estariam prontos apenas após o fim de um conflito, com menção à OTAN.
- Macron, em Seul, afirmou que usar a força para liberar o estreito de Ormuz seria irreal e que essa não é a opção adotada pela França, ressaltando a necessidade de responsabilidade, estabilidade e retorno à paz.
Emmanuel Macron respondeu às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que o acusou de ser maltratado pela esposa e de não estar à altura. As observações de Trump foram feitas durante uma fala em Washington, pouco antes de um discurso à nação, no contexto da guerra no Oriente Médio. Macron afirmou que não comentaria insultos e pediu seriedade ao abordar as prioridades internacionais.
A troca ocorreu em meio a tensões entre França e Estados Unidos. Trump também mencionou dificuldades de cooperação europeia para desbloquear o estreito de Ormuz, passagem estratégica para o abastecimento mundial de petróleo. O presidente francês reagiu de Seul, enfatizando que as presidentes e governantes devem manter consistência nas declarações.
Ormuz e cooperação internacional
Trump afirmou ter pedido ajuda da França para desbloquear o estreito de Ormuz e sugeriu enviar navios de guerra, caso necessário. Segundo ele, aliados europeus se mostraram reticentes em agir durante conflitos, o que levantou críticas sobre o comprometimento da OTAN.
Macron, por sua vez, afirmou que a opção de uma operação militar para liberar Ormuz é irreal e não corresponde à linha francesa. O presidente francês ressaltou que essa estratégia exigiria tempo indefinido, grandes riscos e não faz parte da política externa adotada pela França.
O líder francês pediu responsabilidade na comunicação entre aliados, destacando a necessidade de estabilidade e de um retorno à paz. Ele criticou o que chamou de discurso contraditório diário e pediu que autoridades de Washington mantenham o foco em objetivos claros sem jogos de risco.
Entre na conversa da comunidade