- Deputada federal Helena da Asatur deixou o MDB e se filiou ao PSD; anunciou pré-candidatura ao Senado por Roraima nas eleições de 2026.
- Em comunicado, afirmou que a desfiliação ocorreu de forma harmônica e que o PSD oferece melhores condições para o seu projeto político; também apoiará a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência.
- Empresária do ramo de transportes, Helena foi a segunda candidata mais votada em Roraima nas eleições de 2022 e é a única mulher a representar o estado na Câmara; declarou bens de R$ 10 milhões.
- Ela foi declarada inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral por envolvimento em esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024; a defesa vai recorrer.
- A condenação está ligada a repasses de dinheiro via PIX e uso de ônibus da empresa para transporte gratuito de eleitores; a Operação Caixa Preta da Polícia Federal também envolve familiares e o presidente da CBF.
Helena da Asatur, deputada federal pelo PSD, anunciou hoje sua pré-candidatura ao Senado por Roraima nas eleições de 2026. A mudança ocorreu após deixar o MDB, em movimento considerado “harmônico” pela parlamentar, que também confirmou apoio à candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência.
A empresária do setor de transportes, com atuação no estado, permanece no primeiro mandato na Câmara. Ela foi declarada inelegível em primeira instância por envolvemento em compra de votos nas eleições municipais de 2024.
Helena, natural do Tocantins e criada em São João da Baliza, foi a segunda mais votada em 2022, com 15.848 votos, tornando-se a única mulher a representar RR na Câmara. A filha e o marido, Renildo Lima, são sócios da empresa familiar Asatur, com participação também da Voare Táxi Aéreo.
A Justiça Eleitoral condenou a deputada a inelegibilidade de oito anos por participação em um suposto esquema de compra de votos para eleger um vereador em São João da Baliza. A acusação envolve repasses de dinheiro e uso de ônibus da empresa para transporte de eleitores.
A defesa informou que vai recorrer. A condenação está ligada às eleições de 2024, quando o Ministério Público apontou indícios de irregularidades envolvendo a atuação da parlamentar em apoio a um vereador próximo a sua família.
Em julho de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa Preta, que apurou suspeitas de crimes eleitorais ligados ao caso. Além da deputada, foram investigados o marido e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, entre outros.
Renildo Lima, marido de Helena, foi alvo da operação após ser flagrado com grande quantia em dinheiro. O episódio gerou desdobramentos jurídicos e investigações contínuas sobre a conduta eleitoral na região.
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