- A Câmara dos Deputados não avançou com a medida de funding para o Departamento de Segurança Interna, mantendo o shutdown parcial que já dura desde meados de fevereiro.
- O Senado aprovou uma medida que financiaria a maior parte do DHS, excluindo ICE e parte do CBP, mas a proposta não foi aceita pela Câmara.
- A nova rodada de negociações levou a uma reviravolta: os líderes republicanos acenaram com a aprovação da versão do Senado, mas a Câmara manteve a sua posição, e o pedido de votação não foi realizado na manhã de quinta-feira.
- O plano agora prevê que, após aprovarem a versão do Senado, os republicanos trabalhem para financiar ICE e CBP via processo de reconciliação orçamentária, contornando o filibuster, com resistência interna de membros da ala mais conservadora.
- O shutdown do DHS é o mais longo da história e já houve impactos, como filas em aeroportos; Trump pediu que a medida seja enviada para sua assinatura até 1º de junho.
A Câmara dos Representantes dos EUA não tomou qualquer ação sobre um acordo de acordo de financiamento que poderia encerrar a paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS). O DHS sofre com a falta de orçamento desde meados de fevereiro, após Democrats Top oferecer votações condicionadas.
A recusa republicana a votar o financiamento, até que novas regras sejam impostas a agentes de imigração, levou a impasse. Na semana anterior, houve um acordo que previa o recebimento de recursos para a maior parte do DHS, com exceção do ICE e de partes do CBP, ligados a operações de deportação.
A oposição na Câmara ocorreu quando o Partido Republicano rejeitou o texto do Senado e aprovou uma medida provisória de 60 dias para todo o DHS, que os democratas bloquearam. Na quarta-feira, líderes republicanos sinalizaram recuo em diretriz, aceitando o texto do Senado.
O que mudou
Na manhã de quinta, o líder republicano no Senado, John Thune, rejeitou formalmente o texto da Câmara e encaminhou a versão do Senado de volta à casa menor. A sessão foi breve e não houve objeções, segundo registro oficial.
No entanto, a Câmara, reunida em sessão pro forma de quase três minutos, não discutiu o projeto do Senado. Ainda não está claro quando o texto avançará para votação.
Reações e próximos passos
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a paralisação é culpa da divisão entre republicanos e prolonga o impacto sobre servidores federais que não recebem pagamento. A posição de Johnson e Thune prevêem promover a versão do Senado, com. posteriormente, iniciar uma nova medida para financiar ICE e CBP por meio da reconciliação orçamentária.
Entre críticas internas, alguns membros do Freedom Caucus defendem que o financiamento não pode ser separado do DHS. O debate interno pode influenciar o ritmo das próximas ações. Observa-se que a paralisação atual já é a mais longa da história.
Contexto e impacto
O impasse afeta operações de segurança em aeroportos, com relatos de filas na TSA que se estreitaram após pagamentos terem sido atrasados, embora tenham sido restabelecidos após ações do governo. O próximo texto de reconciliação deve também considerar potenciais componentes de política externa, incluindo assuntos com o Irã, além de propostas internas de identificação eleitoral.
Lideranças esperam que a agenda de reconciliação seja um tema central para os republicanos antes das eleições de meio mandato, com o objetivo de manter as maiorias no Congresso. O presidente indicou que busca ter o texto apresentado até 1º de junho.
Entre na conversa da comunidade