- Dois congressistas da Califórnia visitaram, nesta quinta, o centro de detenção Otay Mesa, operado pela CoreCivic, para fiscalização de condições e atendimento a imigrantes.
- A visita não havia sido surpresa, conforme decisão judicial que derrubou exigência de anúncio prévio de sete dias para visitas de comissões.
- No local, havia cerca de 1.037 detidos no momento da visita; a capacidade do centro é de 1.500 pessoas.
- Levin e Jacobs percorreram facilities como clínica médica, sala de alimentação, audiências no local e o commissário; o deputado destacou preocupações com cuidado médico, alimentação, sono, visitas familiares e assessoria jurídica.
- A denúncia de abusos inclui acusações de estupro ou agressões sexuais; houve questionamentos sobre investigação pela polícia do condado de San Diego e sobre uma ação judicial relacionada a inspeções de saúde.
Dois congressistas democratas da Califórnia realizaram uma visita de fiscalização ao centro de detenção Otay Mesa, administrado pela ICE. O passeio ocorreu na quinta-feira e teve como foco avaliar condições, atendimento médico e acesso a advogados, além de obedecer a uma ordem judicial que permite visitas não anunciadas.
A visita foi conduzida pelo deputado Mike Levin e pela deputada Sara Jacobs. Levin afirmou que pretende manter visitas não anunciadas sempre que possível para verificar se há respeito aos direitos humanos básicos dos detidos. Jacobs também participou da inspeção.
O Otay Mesa, localizado em San Diego perto da fronteira com o México, tem capacidade para 1.500 detentos e opera sob a gestão da empresa privada CoreCivic. Na ocasião, havia 1.037 detentos, a maioria com pouca ou nenhuma ficha criminal, conforme relato dos parlamentares. A área visitada incluiu instalações médicas, refeitório, salas de audiência e a sala de visitas.
Concentração de relato de problemas humanitários persistentes foi mencionada pelos congressistas, incluindo questões sobre atendimento médico, alimentação, sono contínuo, visitas familiares e acesso a assistência jurídica. Levin destacou relatos recebidos de comunidades de origem dos detentos.
Dados apontam que parte dos detentos não tem facilidade para localizar e assinar formulários de renúncia de privacidade, necessários para auxiliar casos legais. O centro também enfrenta controvérsias envolvendo alegações de agressões sexuais e uma possível falha de investigação por parte da sheriff do condado de San Diego.
CoreCivic enfrentava, ao mesmo tempo, uma ação judicial movida por inspetores de saúde do condado, que afirmam ter sido impedidos de realizar inspeção estadual no local. A empresa não respondeu de imediato aos pedidos de comentário.
A inspeção ocorre em um momento em que o governo federal busca ampliar a capacidade de detenção no país, com o número de detidos excedendo 68 mil recentemente, frente a aproximadamente 42 mil no último mês do governo anterior.
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