- O ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, cobrou da Caixa a entrada em operação da Bet da Caixa, dando cinco dias úteis para explicar a demora.
- Ele também fixou dezoito dias para a Caixa apresentar um cronograma atualizado de lançamento da plataforma de apostas.
- Lula já tinha declarado ser contra a Bet e vetou a ideia em reunião com o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o governo regulamentou o setor em 2025.
- A Caixa informou que os estudos sobre a Bet estão paralisados e que avaliará os termos da comunicação do TCU; a outorga de R$ 30 milhões já foi desembolsada.
- O Centrão é citado como buscando forçar a retomada da operação, citando a proximidade de eventos como a Copa do Mundo de 2026 e as eleições.
O presidente Lula é contrário à Bet da Caixa, conforme deixou claro em reiteradas declarações. Apesar disso, um ministro do TCU pressiona pela retomada de atividades da plataforma de apostas. A Caixa Econômica Federal permanece com a operação paralisada há cinco meses.
Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos de Roraima, foi indicado ao TCU com apoio de Arthur Lira. Em 27 de março, ele enviou um ofício estabelecendo cinco dias para que a Caixa explique a ausência de início da operação da plataforma de quota fixa, já autorizada e com outorga paga.
O ministro também fixou um prazo de 15 dias para a Caixa apresentar um cronograma atualizado do lançamento. A instituição respondeu que os estudos sobre a Bet estão paralisados e que avaliará os termos da comunicação do TCU. O presidente da Caixa, Carlos Vieira, conduz o tema.
Envolvidos e contexto
Jhonatan de Jesus integra o grupo que apoiou a indicação dele em 2023, na Câmara, sob a liderança de Arthur Lira. Vieira, por sua vez, foi indicado pelo mesmo grupo, abrindo possibilidade de alinhamento entre Ministério Público, governo e as plataformas de apostas.
Lula chegou a afirmar que pretende unir governo, Congresso e Judiciário para evitar prejuízos causados por cassinos digitais. O governo também regulamentou o setor de apostas em 2025, após anos de crescimento desordenado do mercado.
A Bet da Caixa recebeu autorização e pagou a outorga de R$ 30 milhões, conforme informações públicas de 2025. Em outubro daquele ano, Vieira sinalizou a entrada em vigor da plataforma para o mês seguinte, o que não ocorreu.
A pressão de Jhonatan ocorre em meio a críticas internas sobre a velocidade de implementação. O governo vê o tema sob ângulo de impacto social e econômico, enquanto atores do centrão buscam avanços para o setor.
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