- Donald Trump demitiu a advogada-geral Pam Bondi, citando frustração com o manejo dos arquivos Epstein e com as tentativas de processar adversários políticos.
- Bondi foi substituída interinamente pelo vice, Todd Blanche, e a confirmação no Senado ocorreu em 4 e 5 de fevereiro de 2025.
- Em 21 de fevereiro de 2025, Bondi mencionou uma “lista de clientes” de Epstein em entrevista à Fox News, gerando controvérsia sobre transparência da investigação.
- Ao longo de 2025, o Departamento de Justiça buscou dados de eleitores de estados, enfrentando resistência e ações judiciais sobre a divulgação dos arquivos Epstein.
- Em 2 de abril de 2026, Trump anunciou a saída de Bondi, encerrando seu mandato como chefe da justiça e anunciando uma transição para o setor privado.
Donald Trump demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral, encerrando a gestão que durou meses de turbulência sobre os arquivos relacionados a Jeffrey Epstein e as tentativas de processar rivais políticos do presidente. A substituição ocorrerá de forma interina pelo vice, Todd Blanche.
Bondi, ex-procuradora-geral da Flórida e aliada de Trump, teve a confirmação marcada por votações acirradas no Senado. Em 4-5 de fevereiro de 2025, foi indicada após um caminho conturbado na juventude do mandatário, que já havia trocado opções de indicado.
Durante a cerimônia de posse na Casa Branca, Bondi foi descrita pelo presidente como mente jurídica justa. O juramento foi feito com a presença de Clarence Thomas, que conduziu o momento.
Confrontos e controvérsias públicas
Em 21 de fevereiro de 2025, Bondi concedeu entrevista à Fox News, mencionando uma suposta “lista de clientes” associada a Epstein. A declaração gerou críticas de diversos espectros, que viram a fala como manobra política.
Pouco depois, chegou ao público a entrega de pastas a influenciadores conservadores na Casa Branca, provocando debates sobre transparência e uso político da investigação. As informações já eram amplamente disponíveis publicamente.
DoeJ e dados eleitorais
Em maio de 2025, o Departamento de Justiça lançou uma campanha para obter dados de eleitores de estados, incluindo informações sensíveis. Várias cortes estaduais rejeitaram as ações, citando riscos ao direito de voto.
Em julho de 2025, um memorando do DoJ descartou a existência de uma suposta “lista de clientes” de Epstein, contrariando declarações anteriores de Bondi. A novidade gerou críticas entre apoiadores de Bondi e seus adversários.
Pressão sobre a atuação do DoJ
Em setembro de 2025, Trump pediu publicamente que Bondi processe rivais políticos, incluindo James Comey e Adam Schiff, ampliando a tensão entre o DoJ e a liderança administrativa. A pressão elevou questionamentos sobre a independência do departamento.
Avaliação pública e desdobramentos judiciais
Em novembro de 2025, um juiz federal afastou acusações contra Comey e Letitia James, alegando irregularidade na nomeação do procurador interino que obteve as acusações. Bondi afirmou que a decisão não encerra o tema.
Em janeiro de 2026, Bondi escreveu a Tim Walz, governador de Minnesota, sugerindo medidas para “restaurar a lei e a ordem” e solicitando acesso aos registros de eleitorado do estado, o que foi recebido com críticas pelas lideranças estaduais.
Divulgação de arquivos Epstein e contenciosos
Até 30 de janeiro de 2026, o DoJ divulgou mais de 3 milhões de documentos de Epstein, apesar de atraso em relação ao prazo legislado. Blanche liderou grande parte do atendimento público, negando vínculos da Casa Branca com a triagem dos papéis.
Em fevereiro de 2026, Bondi enfrentou uma sessão de comissões no Congresso, levando a confrontos com membros democratas. A deputada Jamie Raskin pediu desculpas aos sobreviventes de Epstein, mas Bondi não se comprometeu a testemunhar sob juramento.
Subpoenas e reação no Congresso
Em março de 2026, a Câmara aprovou convocação para Bondi testemunhar sobre a condução do DoJ e a divulgação dos arquivos. Posteriormente, Bondi recebeu uma intimação para comparecer diante do comitê de supervisão.
Em meio ao impasse, parlamentares democratas deixaram uma reunião particular com Bondi, em protesto à recusa da procuradora em confirmar o testemunho sob juramento.
Fim do mandato de Bondi
No dia 2 de abril de 2026, Trump formalizou a exoneração de Bondi, citando a frustração com a gestão dos arquivos de Epstein e o insucesso em processar rivais políticos. Blanche deverá assumir o cargo de forma provisória.
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