- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, elogiou a indicação de Jorge Messias ao STF e disse que ele é um “camarada de bem”, mesmo próximo de Lula.
- Afirmou que Messias está “fechado” com o PT, mas que, entre os nomes de Lula, é um dos melhores, e aposta na maioria do Senado para aprovar a indicação.
- Criticou a ideia de que o governo Bolsonaro teria fortalecido o ministro Alexandre de Moraes, alegando que houve concessões em episódios como a reunião ministerial e a nomeação de Ramagem.
- Disse ter tido boa relação com Moraes no passado, mas que essa relação acabou após a detenção no âmbito da operação Tempus Veritatis; mencionou manter respeito por outros ministros.
- Confessou ter ficado chateado com Moraes ao ser preso, afirmando que não ataca o STF para não prejudicar seu grupo.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, elogiou a indicação de Jorge Messias ao STF nesta quarta-feira (1º). Mesmo reconhecendo que Messias é alinhado com o governo Lula, ele o descreveu como uma pessoa de bem e confiável politicamente. A fala ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo Valdemar, é natural que o presidente escolha alguém de confiança para a Corte. Ele comparou a indicação de Messias à escolha de Cristiano Zanin, que já foi advogado de Lula, afirmando que ambos representam opções vistas como próximas ao PT.
O dirigente afirmou ainda que Messias é um dos melhores nomes à disposição de Lula para o STF e que há maioria no Senado para aprovar a indicação. Disse não ter objeções a uma eventual aprovação, desde que o processo siga os trâmites legais.
Relação com Moraes e reflexos políticos
Durante a entrevista, Valdemar criticou a atuação do governo Bolsonaro, que, na visão dele, contribuiu para o fortalecimento do ministro Alexandre de Moraes, citando episódios como a divulgação da gravação de reunião ministerial e a nomeação de Ramagem para a PF.
O presidente do PL relatou ter mantido boa relação anterior com Moraes, mas disse que a prisão do presidente do partido, em fevereiro de 2024, encerrou esse relacionamento. Valdemar foi alvo de busca e apreensão na operação Tempus Veritatis, que investiga tentativas de golpe.
Ele afirmou manter respeito por ministros do STF como Gilmar Mendes e Edson Fachin, mas indicou que a relação com Moraes não voltou a ser a mesma após os fatos envolvendo a prisão. Em relação ao STF, afirmou ter boa relação com alguns ministros, destacando a importância de manter o respeito institucional.
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