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Trump afirma considerar seriamente saída dos EUA da OTAN

Trump afirma considerar seriamente retirar os EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte, mas exige supermaioria no Senado e pode abrir caminho a medidas contra a Europa

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, durante un acto de firma de un decreto presidencial en el Despacho Oval de la Casa Blanca, en Washington, el martes.
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  • Donald Trump disse que está “seriamente” considerando retirar os Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN); porém a medida não pode ser tomada unilateralmente, exigindo maioria qualificada no Senado ou lei do Congresso.
  • O presidente também mencionou a possibilidade de adotar medidas punitivas contra a Europa, como retirada de tropas, caso a OTAN não seja defendida conforme a sua visão.
  • Trump já criticou a OTAN no passado, chamando-a de “tigre de papel” e cobrando mais gastos de defesa dos aliados; a aliança tenta lidar com tensões após pressões dos EUA.
  • Aliados europeus vêm negando participação direta na guerra contra o Irã; Espanha fechou espaço aéreo a voos americanos, Itália não autorizou aterrissagens em base na Sicília, França negou uso de espaço aéreo para aeronaves de suprimentos e Polônia não quis realocar baterias Patriot.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que Washington pode reavaliar a relação com a OTAN após a guerra contra o Irã, com foco estratégico migrando para a Ásia. Trump deve discursar em Washington, previsto para esta quarta-feira.

Donald Trump afirmou ter avaliado a possibilidade de retirar os Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de forma seriamente considerada. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal The Daily Telegraph, publicada nesta semana, e envolve a relação entre Washington e seus aliados europeus.

O tema surge em meio a críticas de Trump aos países-membros por investimentos militares considerados baixos. O presidente afirmou que a OTAN nunca o convenceu plenamente e citou Putin como conhecedor de supostos pontos frágeis da aliança.

Trump informou que, apesar de não poder expulsar a Estados Unidos da OTAN de forma unilateral, poderia adotar medidas punitivas contra a Europa, como a retirada de tropas. A menção ocorre num momento de tensões internas e externas, com a aliança atravessando uma das suas crises mais profundas.

A fala também sinaliza uma avaliação sobre o artigo 5 do tratado de defesa mútua, cuja suspensão poderia enfraquecer a dissuasão da aliança. Em anos anteriores, o presidente já havia criticado a OTAN por suposto subinvestimento, chamando antigos aliados de gastarem pouco com defesa.

Repercussões e atual contexto

Aliados europeus passaram a adotar respostas que divergem de Washington, ampliando suas capacidades militares diante de pressões regionais. Espanha, Itália, França e Polônia tomaram decisões que limitam ou dificultam operações e logísticas de tropas norte-americanas na região.

O governo espanhol fechou o espaço aéreo a voos de aeronaves envolvidas em operações na região, enquanto a Itália negou aterrissagem de aeronaves militares dos EUA em bases sicilianas. França também restringiu entrada de voos com apoio logístico dos EUA, e a Polônia recusou realocar baterias Patriot na área de conflito.

Analistas ressaltam que, para transformar a fala em ação, Trump dependeria de apoio extremo no Congresso, total ou quase total, ou da formulação de novas políticas de governo. Além disso, o discurso ocorre em meio a uma mudança de foco estratégico dos EUA para a Ásia, conforme anunciada por autoridades americanas.

A declaração desencadeia questionamentos sobre a continuidade da cooperação militar com a OTAN diante de divergências sobre cryptas de defesa e interesses estratégicos. Em Washington, há expectativa de pronunciamento oficial do presidente em breve, com agenda anunciada para a noite local.

Contexto histórico e situação atual

Historicamente, a OTAN foi criada em 1949 liderada pelos Estados Unidos e conta hoje com 32 membros, incluindo Espanha desde 1982. O bloco enfrenta o cenário de tensões com a Rússia e de cooperação reforçada entre aliados diante de conflitos na região.

Especialistas destacam que, apesar das críticas, a aliança tem buscado manter a coesão, ao mesmo tempo em que os aliados aumentam seus gastos com defesa. O episódio atual é visto como uma das maiores crises de relação entre Washington e seus parceiros desde a Guerra Fria.

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