- Com o fim da janela partidária, a Alesp terá mudanças significativas: PSD passa a ter 11 membros, tornando-se a terceira maior bancada, enquanto PSDB cai de oito para dois deputados, ocupando a décima posição.
- Cidadania, PDT e Rede deixam de ter representatividade na Assembleia; o partido recém-criado Missão passa a ter um deputado.
- O movimento de captação de deputados ajudou o PSD a subir, com Barros Munhoz, ex-tucano, na Mesa Diretora; Kassab deixou o governo há uma semana para se dedicar ao partido.
- Na Alesp, 82% dos 94 parlamentares são pré-candidatos à reeleição; 12% pretendem concorrer à Câmara dos Deputados; 5% ainda não definiram.
- Em relação à desincompatibilização, oito secretários deixaram a gestão municipal nesta semana; caminhos para candidaturas costumam se definir entre 20 de julho e 5 de agosto, com registro até 15 de agosto.
Nos próximos dias, dois prazos-chave para as eleições de outubro se encerram: a janela partidária e o prazo de desincompatibilização de cargos. A temporada de mudanças também atinge a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde a recomposição de bancadas tende a alterar o mapa político estadual.
Com o fim da janela, as composições na Alesp sofrem mudanças relevantes. O PSD, liderado por Gilberto Kassab, sobe para a terceira maior bancada, ao ampliar sua representatividade com 11 deputados. Já o PSDB encolhe drasticamente, passando de 8 para 2 parlamentares.
Partidos anteriormente com pouca expressão sofrem perdas. Cidadania, PDT e Rede deixam de ter representantes na Casa, cada um com vereadores na Alesp à época. O Missão, recém-criado, passa a ter um deputado registrado. A partir de agora, as mudanças dependem de negociações e acordos internos até o fim da janela.
Entre as mudanças institucionais, Barros Munhoz, ex-tucano, integra a Mesa Diretora do PSD, ampliando o papel do novo grupo no colegiado. Kassab afastou-se do governo de Tarcísio de Freitas recentemente para focar a atuação partidária, o que facilitou a expansão da bancada.
Na prática, as alterações elevam o peso do PSD na casa, fortalecendo a oposição ao governo ou servindo de apoio conforme a coalizão regional. O PL também amplia sua presença, enquanto o Republicanos reforça a base governista com novos parlamentares.
Candidaturas e desincompatibilização
Em relação às candidaturas, a maioria dos 94 deputados estaduais já se posicionou para concorrer em outubro. Aproximadamente 82% são pré-candidatos à reeleição; 12% pretendem disputar vaga na Câmara dos Deputados; 5% ainda não definiram. O presidente da casa, André do Prado, está entre os indecisos.
Além disso, na Câmara Municipal de São Paulo, 35% dos vereadores devem concorrer este ano. Desses, 16% almejam vagas na Câmara dos Deputados e 13% na Alesp, com 5% de indefinição. Os prazos de desincompatibilização variam por cargo e esfera.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) esclarece que as candidaturas só serão definidas oficialmente durante as convenções (20 de julho a 5 de agosto) e pelo registro de candidaturas (até 15 de agosto). Até lá, mudanças são possíveis.
Desincompatibilização pré-eleitoral
Deputados e vereadores não precisam deixar seus cargos para concorrer em outubro, mas secretários de governos e prefeituras têm prazo até sábado para deixar os cargos. Nesta quarta-feira, oito secretários saíram da gestão de Ricardo Nunes para disputar as eleições.
Entre as mudanças regionais, destaca-se a troca na Secretaria da Casa Civil, com o retorno de Paulo Frange ao cargo após ter assumido como suplente de Sidney Cruz. A sequência de afastamentos e nomes reforça o fluxo de substituições que acompanhará o processo eleitoral.
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