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Novos líderes do Nepal lançam ofensiva

Governo nepalês inicia ofensiva anti-corrupção com prisões de ex-primeiros-ministros, elevando tensão com elites e consolidando agenda de reformas

Balendra Shah takes his oath as prime minister during a swearing-in ceremony in Kathmandu, Nepal, on March 27.
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  • O novo governo do Nepal, liderado pelo primeiro-ministro Balendra Shah, assume com mandato público para reformas e combate à corrupção, após vitória em eleições de mandato recente; ex-primeiro-ministro K. P. Sharma Oli e ex-ministro do Interior Ramesh Lekhak foram presos em relação a investigações sobre a repressão a protestos.
  • Na terça-feira, outro ex-funcionário sênior, Chhabilal Rijal, também foi preso; investigações de lavagem de dinheiro contra Oli e outros dois grandes nomes da política nepalesa continuam.
  • O governo apresentou um plano de cem pontos para governança eficaz, incluindo apuração de propriedades e ativos de dirigentes desde 1991; há preocupação com resistência de elites e instituições.
  • Em Bangladesh, há preocupação com crise de combustível causada pela guerra no Irã, com filas em postos de combustível e escolas fechadas; o país depende muito de importações de petróleo e gás.
  • Paquistão intensifica seus esforços de mediação para a paz no Oriente Médio e entre EUA e Irã, recebendo ministros de Egito, Turquia e Arábia Saudita; China também participa com uma iniciativa de cinco pontos para paz e estabilidade na região.

Nepal vive momento de virada: o novo governo, liderado pelo primeiro-ministro Balendra Shah, assume com mandato público para reformas e combate à corrupção. A posse ocorreu na última sexta-feira, em meio a promessas de mudanças estruturais anunciadas pelo bloco antiestablishment.

No fim de semana, autoridades prenderam ex-líderes. O ex-primeiro ministro K P Sharma Oli e o ex-ministro do Interior Ramesh Lekhak foram detidos, sob suspeita ligada a um relatório sobre a repressão a protestos. Na terça, outro ex-funcionário, Chhabilal Rijal, ex-chefe do distrito de Katmandu, também foi preso. Investigações de lavagem de dinheiro envolvendo Oli e dois ex-primeiros ministros seguem em andamento.

A situação no governo é delicada. O Ministério do Interior, chefiado por Sudan Gurung, crítico das instituições de segurança, pode se tornar ponto de tensão entre reforma e resistência das elites. Paralelamente, Shah apresentou um plano de 100 pontos para governança eficaz, incluindo apurações sobre bens de altos oficiais desde 1991.

Enquanto isso, o país enfrenta pressões externas e internas que afetam a agenda de reformulação. A Suprema Corte solicitou explicações do governo sobre as prisões de Oli e Lekhak, mantendo o escrutínio sobre as ações do novo executivo. A resposta pode influenciar o equilíbrio entre rapidez de mudanças e cooperação institucional.

O que acontece em Bangladesh repercute nos outros países da região. Dhaka enfrenta uma grave escassez de combustível, com filas em postos de gasolina e suspensão de atividades educacionais e públicas. O governo afirma que não há desabastecimento, atribuindo o problema a compras por pânico e à dependência de importações.

Guerra na região e pressões de energia intensificam os debates. Bangladesh importa grande parte do petróleo do Golfo, enquanto busca alternativas e renegocia acordos para evitar interrupções. A situação energética ressalta vulnerabilidades de cidades dependentes de energia importada.

Paralelamente, Paquistão intensifica seus esforços de mediação para a crise envolvendo Irã e guerra regional. O país sediou encontros com ministros de Egito, Turquía e Arábia Saudita para explorar caminhos de paz. Islamabad também mantém contatos com a China para sinalizar apoio a iniciativas de cessar-fogo e diálogo regional.

A China participa de discussões com o Paquistão sobre um plano de cinco pontos para estabilizar o Oriente Médio, incluindo cessar-fogo imediato e abertura de negociações de paz. O objetivo é obter apoio iraniano e maior coordenação entre as partes. Em paralelo, Paquistão e China divulgaram iniciativas conjuntas para reduzir tensões e promover segurança marítima.

Na fronteira com o Afeganistão, a violência continua. Islamabad rejeita alegações de ataques que teriam ferido civis e mantém atenções voltadas ao impacto da crise regional no seu território. O governo busca manter a estabilidade interna enquanto participa das negociações internacionais sobre o conflito.

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