- Vídeos nas redes sociais atribuem ao presidente Lula a recomendação de andar a pé por causa do aumento da gasolina, o que é falso.
- A declaração original, feita em 13 de março durante evento na Zona Norte do Rio, tratava de Ozempic (remédio para diabetes/obesidade) e hábitos de saúde, e não de preços de combustíveis.
- A fala crítica citada sobre exercícios físicos ocorreu durante discurso no Hospital Federal do Andaraí, com a íntegra disponível na agenda pública da presidência.
- A checagem aponta que o conteúdo foi publicado dois dias após o governo anunciar medidas para conter a alta dos combustíveis, como aumento de imposto à exportação de petróleo e suspensão de impostos sobre o diesel.
- Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o vídeo está fora de contexto e que não houve menção ao preço da gasolina, ressaltando que o objetivo era incentivar hábitos saudáveis.
O conteúdo em circulação afirma que o presidente Lula recomendou que a população passe a andar a pé por causa do aumento do preço da gasolina. Segundo as postagens, a orientação seria uma resposta do governo ao reajuste no combustível. A alegação circula desde 14 de março em redes como Instagram, TikTok, X e Facebook.
Na prática, o discurso usado nas postagens não faz menção ao preço dos combustíveis. A fala original, de 13 de março, trata do uso de Ozempic e de hábitos de saúde, como caminhar, para quem busca emagrecimento. O trecho aparece no contexto de um evento no Rio de Janeiro, conforme a própria gravação.
O local do evento foi o Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio, durante a inauguração do Setor de Trauma. A íntegra do discurso mostra que a pauta abordada foi a medicação Ozempic e a importância de hábitos saudáveis, não o aumento de preços de combustíveis.
Verificação
A Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que o conteúdo é falso. Segundo a Secom, Lula não criticou o uso de combustível e não houve relação com o reajuste de preços. A declaração completa está disponível em vídeos oficiais e na agenda presidencial veiculada pela imprensa.
A checagem também aponta que o vídeo original foi publicado no YouTube Canal Gov no dia 13 de março. O trecho alvo das postagens foi uma discussão sobre o uso de medicamentos para emagrecimento, com menção a atividades físicas, e não sobre política de combustíveis.
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