- Médicos residentes acusam Keir Starmer de sabotar as negociações ao ameaçar cortar 1.000 novas vagas de formação médica no NHS, conforme líderes da British Medical Association.
- A asta da BMA ocorre pouco antes do prazo imposto pelo primeiro-ministro para a aceitação da oferta final do governo; greve de seis dias deve começar às 7h de terça, caso não haja mudança.
- A proposta inclui até 4.500 vagas adicionais de formação especializada nos próximos três anos, com 1.000 médicos previstos para iniciar nessas vagas a partir de agosto.
- O secretário de Saúde, Wes Streeting, avisou que as 1.000 vagas extras serão canceladas se a oferta não for aceita; as negociações continuam para evitar a greve.
- O presidente da comissão de médicos residentes, Dr. Jack Fletcher, afirmou que a retórica política e a forma de comunicação do governo dificultam um acordo; há divergências sobre pagamentos de progressão e contratos até 2029.
Resident doctors estão em disputa com o governo britânico, alegando que Keir Starmer minou as chances de acordo ao ameaçar cortar 1.000 novas vagas para médicos no NHS. A acusação foi feita pela direção da British Medical Association (BMA) antes do prazo de quinta-feira para a aceitação da oferta final do governo.
A BMA afirma que a ameaça de retirar vagas de formação elevou o risco de o conflito se manter. A medida afetaria a criação de até 4.500 vagas em formação especializada nos próximos três anos, com cerca de 1.000 médicos previstos para ingressar nesses postos já em agosto.
A secretaria de Saúde, Wes Streeting, prometeu que as vagas adicionais de formação poderão ser canceladas caso a BMA rejeite o acordo. O governo mantém que a aceitação é necessária para evitar uma greve que prejudique serviços, especialmente durante as férias de Páscoa.
Situação atual
Os residentes ingleses devem iniciar uma greve de seis dias a partir das 7h de terça-feira, caso não haja recuo da BMA. O comitê de médicos residentes já rejeitou a proposta detalhada, definida para encerrar o impasse de longa data.
A NHS teme interrupções severas nos serviços de saúde, com impacto potencial durante o período de recessos escolares. Entre as demandas da parte sindical estão pagamentos adicionais e planos de progressão que protejam os ganhos da inflação.
O presidente do comitê da BMA, Dr. Jack Fletcher, escreveu ao secretário de Saúde, criticando a comunicação do governo e a possibilidade de retirar partes da oferta. A carta enfatizou que a retórica política aumenta a distância entre as partes.
Starmer, em artigo, afirmou que o acordo seria histórico e que rejeitá-lo poderia frustrar reajuste salarial acima da inflação para este ano. O primeiro-ministro estabeleceu um prazo até quinta-feira para a aceitação da proposta.
A Secretaria de Saúde não respondeu de imediato à carta de Fletcher, que aponta pontos como a diferença sobre pagamentos de progressão de 700 milhões de libras e a duração de acordos salariais até 2029. A BMA também expandiu a mobilização para outras categorias de médicos hospitalares.
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