- Lula afirma que o ambiente no Senado mudou e está favorável à aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, após dizer que enviaria a indicação, o que ainda não ocorreu na prática.
- O procedimento de envio da mensagem ao Senado é visto como essencial para que a avaliação do nome tenha continuidade.
- Assessorias dizem que Messias não contará com apoio de Davi Alcolumbre, mas o presidente do Senado informou ao governo que não fará movimentos contrários à aprovação.
- A expectativa é de que a Comissão de Constituição e Justiça sabatine Messias entre o final de abril e o início de maio.
- O senador Rodrigo Pacheco se filia ao PSB, sinalizando apoio a Lula em Minas; há também uma leitura de insatisfação com o apoio de Kassab ao novo governador mineiro Mateus Simões.
Lula afirmou que enviaria ao Senado a mensagem formalizando a indicação de Jorge Messias para o Supremo, mas o procedimento ainda não ocorreu. A data prevista era a última terça-feira, 31 de março, segundo a estratégia do governo. A avaliação no Senado depende desse envio.
Segundo assessores, o ambiente no Senado, segundo ele, mudou e hoje é mais favorável à aprovação do AGU para substituir o ministro Luís Roberto Barroso. Não houve campanha ativa de Davi Alcolumbre a favor de Messias, mas o presidente do Senado não deverá atuar contra a escolha.
O governo vê a sinalização como essencial para que Messias chegue ao STF. A ideia é agilizar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para o fim de abril ou início de maio, conforme alinhamento com o Senado. Lula manteve diálogo com aliados sobre o tema.
Avanços e interlocutores
Lula já havia informado a Alcolumbre, por telefone, que a indicação seria enviada em breve e recebida de forma correta e leal. O presidente do Senado reiterou esse compromisso ao governo, sem confirmar data exata para o envio.
Messias deverá retomar contatos com senadores, inclusive com membros da oposição que ainda não o receberam. A expectativa é ampliar o networking para potencializar votos favoráveis à sabatina.
Enquanto o tema segue no plenário, o Congresso repercute outra movimentação: o senador Rodrigo Pacheco, presidente do PSD, filiou-se ao PSB. A mudança é interpretada como apoio ao governo nas eleições em Minas Gerais, fortalecendo o palanque para Lula no estado.
Alguns aliados comentam que a migração reflete insatisfação com Kassab, líder do PSD, que apoiaria Mateus Simões — que migrou para o PSD — na corrida mineira. A expectativa é que o movimento fortaleça a base do governo no segundo maior colégio eleitoral.
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