- A Guarda Costeira italiana recuperou, na madrugada de quarta-feira, os cadáveres de 19 migrantes a bordo de uma embarcação à deriva frente a Lampedusa; cerca de 60 pessoas foram resgatadas.
- Cinco sobreviventes estão em estado grave, com indícios de hipotermia e intoxicação por hidrocarbonetos.
- A operação durou mais de dez horas, teve início às 3:00 da manhã, e localizou a embarcação a cerca de 130 quilômetros das costas de Lampedusa.
- Entre os sobreviventes há migrantes de Sudão, Serra Leoa, Gâmbia, Nigéria, Gana e Etiópia; 16 mulheres e 5 crianças.
- Organizações humanitárias e autoridades criticam políticas de resgate e pedem ações europeias mais eficazes para evitar mortes no Mediterrâneo.
A Guarda Costeira italiana recuperou na madrugada desta quarta-feira os corpos de 19 migrantes que estavam a bordo de uma embarcação à deriva frente às costas de Lampedusa. Cerca de 60 ocupantes foram resgatados com vida, e cinco permanecem em estado grave. O clima adverso dificultou as operações.
Os agentes localizaram a embarcação em dificuldades a aproximadamente 130 quilômetros de Lampedusa. Após mais de dez horas de operação de resgate, iniciada por volta das 3:00 da manhã, todos os ocupantes foram trazidos para terra firme. O número de vítimas pode aumentar durante o traslado entre a embarcação e a ilha.
Entre os sobreviventes, há relatos de naufrágio ocorrendo após a partida entre sábado e domingo das costas da Líbia, com condições climáticas que pareciam estáveis no momento inicial. O mar na região permanece agitado. A lista de nacionalidades fornecida pela agência ANSA inclui Sudão, Serra Leoa, Gâmbia, Nigéria, Gana e Etiópia; 16 mulheres e 5 crianças estão entre os resgatados.
Reações e contexto
Organizações internacionais e defensoras de direitos humanos analisam o caso, destacando a gravidade das perdas e criticando políticas de dissuasão e a eficiência dos mecanismos de resgate no Mediterrâneo. Segundo a OIM, as mortes entre migrantes que tentam chegar à Europa são frequentes e preocupantes ao longo dos últimos anos.
Médicos Sem Fronteiras e Save the Children ressaltam que vias de migração seguras são fundamentais para evitar tragédias como esta. Observam que a falta de coordenação entre Estados e a redução de operações de resgate dificultam a atuação humanitária no mar. A imprensa local comenta sobre a necessidade de manter operações de busca e salvamento eficazes na região.
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