- O prazo de Anthony Albanese para criar a maior troca de armas em trinta anos expirou, com metade dos governos estaduais e territoriais recusando-se a aderir.
- O governo federal afirma que as negativas dificultam tirar armas perigosas das ruas, sem definição de prazo ou divisão de custos.
- Nova Zelândia? (Ignore) – Desculpe. Não; foco: NSW é o único estado/território claramente favorável; WA já concluiu sua própria troca, e TAS está em processo de implantação.
- SA, Queensland e NT rejeitaram o apoio, com o governo de South Australia destacando leis rígidas atuais e a necessidade de consulta extensiva; Victoria adiou o compromisso após um relatório de Ken Lay.
- O modelo prevê repasse de custos entre governo federal e estaduais, com a polícia federal liderando a destruição das armas entregues; o custo total ainda não foi divulgado.
O governo federal disse que líderes estaduais e territoriais que não aderirem ao programa nacional de compra de armas estariam “atravessando o caminho” para reduzir armas perigosas nas ruas. O prazo de 31 de março, fixado por Anthony Albanese, passou sem a adesão de metade dos governos do país. Não há cronograma definido para a implementação nem divisão de custos.
O governo federal afirma que todas as administrações devem trabalhar para manter os australianos seguros, destacando que reformas de maior alcance desde Port Arthur, em 1996, estão em jogo. A ideia é unificar leis de armas em âmbito nacional para ampliar a eficácia das medidas.
Entre os estados, a Nova Gales do Sul aparece como único apoio claro aos planos. Western Australia já concluiu seu próprio programa de compra de armas em janeiro e Tasmânia está em processo de implementação. Queensland, SA e Território do Norte recusaram apoio, citando falta de propostas federais e necessidade de consulta.
Em Victoria, o governo estatal adiou um compromisso definitivo após o recebimento de um relatório de Ken Lay. O Guardian Australia apurou que o estudo deve ser divulgado nos próximos dias, com uma resposta do governo a acompanhar. Críticos avaliam que a falta de adesão aumenta a incerteza sobre o programa.
Grupos de interesse, como a Shooting Industry Foundation of Australia, também apontam dúvidas sobre o andamento. O executivo James Walsh disse que não houve vitória para a segurança pública, apenas incerteza para cidadãos e empresas envolvidas. A posição mantém o tom de crítica ao governo.
Sob a lei federal, estados ficariam responsáveis pela coleta e processamento das armas entregues, com a Polícia Federal Australiana atuando na destruição. O custo do programa ainda não foi divulgado, embora seja descrito como significativo, com a divisão 50/50 entre o governo federal e os estados.
O histórico do tema remete à compra de armas promovida pelo governo de Howard, após o Port Arthur, com mais de 650 mil armas destruídas. O custo, ajustado pela inflação, supera hoje aproximadamente 770 milhões.
Entre na conversa da comunidade