Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomia_POLÍTICA_

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após vazamento para guerrilha

Wilmar Mejía deixa a Direção Nacional de Inteligência após escândalo de vazamento de dados para dissidência das Farc, com indícios de ligações a um general

Foto: David Restrepo/Unsplash
0:00
Carregando...
0:00
  • Wilmar Mejía, chefe da Direção Nacional de Inteligência (DNI), deixou o cargo após ser citado em investigação sobre suposto vazamento de informações para uma dissidência das Farc.
  • A denúncia foi revelada pela Caracol, com dados e documentos apreendidos que apontam vazamentos por Mejía; ele nega as acusações e afirma não conhecer Calarcá.
  • Mejía afirmou ter apresentado a renúncia ao cargo em 3 de março, em entrevista ao Canal 1.
  • A Procuradora-Geral, Luz Adriana Camargo, disse que a instituição comprovou fatos muito graves relacionados à denúncia.
  • O grupo armado que receberia as informações seria chefiado por Calarcá, que negocia paz com o governo de Gustavo Petro; analistas veem pressão sobre o processo de paz próximo ao fim do mandato presidencial.

O chefe da Direção Nacional de Inteligência (DNI) da Colômbia, Wilmar Mejía, deixou o cargo em meio a um escândalo envolvendo possível vazamento de informações para uma dissidência das Farc. A decisão foi anunciada à imprensa na última terça-feira, 31, após a divulgação de informações que o ligam ao caso.

A operação jornalística da Caracol, divulgada em novembro, envolve dados apreendidos que supostamente evidenciariam os vazamentos operados por Mejía para o grupo rebelde que negocia a paz com o governo. Mejía nega as acusações e afirma não conhecer o líder do grupo, conhecido como Calarcá. Em 3 de março, ele informou ter apresentado a renúncia.

Investigação e desdobramentos

A procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, afirmou que foram comprovados fatos graves relacionados à denúncia veiculada pelo Caracol. Ela mencionou evidências de relações entre o grupo armado e um general, além de uma pessoa ligada à DNI, sem citar nomes. As informações foram divulgadas ao El Espectador.

Segundo analistas, o episódio ocorre a poucos meses de o presidente Gustavo Petro enfrentar dificuldades em avançar com acordos de paz. O governo enfrenta pressões políticas e o cenário é visto como um revés para as negociações com atores armados, fortalecendo dissidências durante o mandato.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais