- O premiê Anthony Albanese disse que a guerra no Oriente Médio gerou o maior aumento de preços de gasolina e diesel da história na Austrália, que não participa ativamente do conflito, mas sente o impacto em bombeiros, supermercados e famílias.
- O governo adotou hoje o plano nacional de segurança de combustível, cortando pela metade a cobrança de imposto sobre a gasolina e reduzindo em 26 centavos o preço por litro; a cobrança de uso de rodagem para veículos pesados foi zerada. As medidas valem por três meses.
- O objetivo é baixar o preço, aumentar a produção de combustível no país e manter o abastecimento local, além de buscar mais combustível por meio de relacionamentos comerciais regionais.
- Albanese pediu que a população siga com as atividades normais, aproveite a Páscoa e, se possível, utilize transporte público para economizar combustível e reservar diesel para quem depende dele no trabalho.
- O premiê reconheceu que os próximos meses podem não ser fáceis, mas afirmou que o governo fará tudo para proteger o país e enfrentar os desafios globais em conjunto.
O primeiro-ministro Anthony Albanese discursou à nação para explicar o impacto da crise no Oriente Médio sobre a economia australiana. Segundo ele, o país não participa ativamente do conflito, mas os preços de gasolina e diesel subiram acentuadamente. A população já sente nos postos e supermercados.
Albanese informou que o governo aprovou, na segunda-feira, um plano nacional de segurança de combustível, com participação de líderes de diferentes lados políticos. O objetivo é manter o país em funcionamento caso haja piora nas reservas globais.
As medidas anunciadas contemplam a redução do imposto sobre a gasolina pela metade, equivalente a 26 centavos por litro, com efeito imediato e válido por três meses. O custo é compensado com a queda de tributos para o uso de veículos pesados, zerando a cobrança por três meses.
O governo também planeja ampliar a produção interna de combustível e manter a demanda de importação sob controle, fortalecendo parcerias regionais para ampliar ofertas de petróleo, diesel e fertilizantes.
Albanese pediu à população que siga com as atividades normais, evite desperdícios no deslocamento e, se possível, utilize transporte público. A mensagem é de solidariedade com comunidades, agricultores e trabalhadores que dependem de diesel.
Segundo o premier, os meses à frente podem trazer dificuldades, mas não haverá promessas de eliminação total das pressões. A prioridade é proteger o país dos piores efeitos econômicos da crise global.
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