- A relação de Nigel Farage com Donald Trump passa a ser o principal obstáculo para eleitores votarem no Reform, segundo pesquisa.
- Pesquisas mostram que 23% dos eleitores apontam a ligação de Farage com Trump como motivo para não apoiar o partido, e 25% das mulheres destacam a prática.
- Farage lançou uma nova promessa em Heathrow para reduzir impostos sobre viagens de curto curso, tentando conter a preocupação com a economia britânica durante o conflito no Oriente Médio.
- Mesmo entre eleitores do Reform, a popularidade de Trump caiu, tornando-se um empecilho para a base do partido.
- O aliado e apoiador de longa data afirmou não estar preso a decisões de Trump, dizendo que “dictar políticas sou eu”, e sinalizou ceticismo sobre alguns temas da administração norte-americana.
Nigel Farage enfrenta o maior obstáculo de sua coalizão antiestabilizadora: o apoio a Donald Trump. No 31º dia da guerra no Oriente Médio, o líder do Reform foca em medidas para conter o custo de vida, enquanto a relação com o ex-presidente norte-americano ganha relevância como fator de voto.
A pesquisa indica que a proximidade com Trump expõe vulnerabilidade do Reform entre eleitores. Cerca de um quarto dos entrevistados cita esse vínculo como principal motivo para não votar no partido, com destaque entre as mulheres.
Entre homens e mulheres, 23% aponta a associação a Trump como entrave, superando fatores como percepção de extremismo, experiência de governo e defesa de interesses da elite econômica. A percepção de instabilidade aumenta a apreensão com o futuro econômico.
Analistas ressaltam o impacto do tema na decisão de voto. Luke Tryl, da More in Common, observa que eleitoras veem a aliança com Trump como inócua para governar, o que reduz a disposição de “arriscar” com o Reform.
Farage, em entrevista recente, reconhece que a relação com Trump gera dúvidas entre a base. O político afirma que não divulga a agenda norte-americana como se fosse ditar políticas no Reino Unido, mantendo a autonomia de decisões do Reform.
O temor de eleitores também se estende ao cenário global. A incerteza sobre ações do governo dos EUA em relação ao conflito e a perspectiva econômica doméstica contribuem para escrutínio sobre o partido.
A trajetória recente mostra mudanças na relação com Trump. Em semanas anteriores, Farage chegou a anunciar reunião em Mar-a-Lago, sem sucesso, o que gerou debores e passou a dificultar a leitura de sua aliança com o ex-presidente.
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