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Clínicas privadas de cannabis no Reino Unido sob regulação mais rígida

Família de Oliver Robinson pressiona por controle mais rígido de clínicas privadas de cannabis no Reino Unido, após inquérito indicar prescrição contribuiu para a morte

Oliver Robinson, 34, killed himself in November 2023.
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  • Inquérito no mês de janeiro concluiu que a prescrição de cannabis medicinal de Oliver Robinson “provavelmente contribuiu” para a sua morte, em novembro de 2023, aos 34 anos.
  • A família lança a campanha Oliver’s Law para aumentar a fiscalização de clínicas privadas de cannabis no Reino Unido, incluindo proibição de prescrição a pacientes com doença mental grave.
  • A prescrição foi feita, em maio de 2022, pela Curaleaf Clinic; o uso contínuo foi apontado como entrave ao tratamento psiquiátrico adequado.
  • Dados de 2024 mostram grande crescimento de produtos de cannabis não licenciados prescrevidos na prática privada, com cerca de 659 mil itens, mais que o dobro de 2023.
  • O inquérito aponta falhas no cuidado de Oliver, incluindo informações desatualizadas e comunicação inadequada entre clínicas privadas e serviços públicos, gerando recomendações ao Curaleaf e à Comissão de Qualidade de Cuidados (CQC).

Oliver Robinson morreu em novembro de 2023, aos 34 anos, após depender de uma prescrição de cannabis medicinal que, segundo a inquérito, provavelmente contribuiu para o seu falecimento. O laudo também indicou que o uso continuado da prescrição dificultou o acesso a tratamento psiquiátrico e de dependência adequados.

A família de Oliver está defendendo controles mais rigorosos sobre clínicas privadas de cannabis no Reino Unido. O irmão Alexander lançou uma campanha para proibir prescrições a pacientes com doenças mentais graves e ampliar a supervisão regulatória do setor, que vem se expandindo rapidamente.

O inquérito, ocorrido em janeiro, apontou que a prescrição, emitida em maio de 2022 pela Curaleaf Clinic, não havia sido integrada de forma adequada aos históricos médicos e tratamentos de Oliver. A conclusão é considerada inédita por familiares e acarreta cobranças sobre a atuação de clínicas privadas no país.

A história de Oliver remonta a dificuldades com depressão e dependência. Após deixar a Priory, instituição privada de saúde mental, ele buscou tratamento com cannabis medicinal em Curaleaf. A depender de medicamentos forte presença de THC, a decisão clínico-gerencial gerou controvérsia sobre sua eficácia para doença mental.

Dados de fontes públicas indicam que, em 2024, houve aumento expressivo de prescrições privadas de cannabis, com cerca de 659 mil produtos não licenciados em comparação a 283 mil em 2023. Estima-se que cerca de 80 mil pessoas no Reino Unido recebam prescrição privada, segundo dados de FOI.

Especialistas destacam que, segundo guias atuais, a cannabis medicinal não é recomendada para histórico de transtorno psiquiátrico grave e que há pouca evidência de eficácia para depressão, com risco potencial de piora do quadro. A defesa de Oliver ressalta falhas na avaliação clínica e na comunicação entre profissionais de saúde.

A campanha de Alexander propõe medidas como proibição de prescrições para pacientes com doenças mentais graves, consultas presenciais para casos complexos, auditorias regulares pela CQC, divulgação de dados de prescrição e sanções mais claras do GMC para prescrições inseguras.

Entre as avaliações administrativas, o relatório de prevenção de mortes aponta falhas no cuidado: histórico médico desatualizado, falta de experiência do médico envolvido e comunicação inadequada entre Curaleaf e os profissionais que tratavam Oliver. A CQC dirige avaliação para possíveis ações regulatórias.

Curaleaf respondeu por meio de nota, afirmando acompanhar as propostas da campanha e reiterando que políticas regulatórias são de responsabilidade de órgãos como CQC, MHRA e GMC, com disposição de participação em revisões para fortalecer a segurança do paciente.

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