- Reunião entre ministros de Egito, Paquistão, Arábia Saudita e Turquia em Islamabad abriu uma iniciativa para buscar cessar-fogo e conter a influência de israelenses e iranianos na região.
- O objetivo imediato é reduzir a escalada e chegar a um acordo de trégua, com encontros do grupo ocorrendo com maior frequência.
- O Irã concordou em permitir a passagem de navios com bandeira paquistanesa pelo estreito de Hormuz, possivelmente até dois por dia.
- O grupo atuará como interlocutor principal com o Irã, mantendo canais indiretos de negociação entre Teerã e os Estados Unidos; China foi cogitada como garantidora de eventual acordo.
- Qatar não participou; o papel mais ativo parece ser de Turquia, que cobra uma visão regional ampla para evitar que o conflito se prolongue e amplie.
O encontro entre os ministros das Relações Exteriores do Egito, Paquistão, Arábia Saudita e Turquia ocorreu em Islamabad neste domingo. O objetivo central foi justamente abrir um canal de diálogo e buscar uma trégua mais ampla na região, além de explorar um novo arranjo regional frente às disputas com Israel e Irã.
O grupo, que já se reuniu antes, realizou uma sessão de um dia que serviu como cerimônia de abertura de uma iniciativa diplomática. A meta inicial é impedir a escalada e pressionar por um cessar-fogo, segundo a analista Yasmine Farouk, do International Crisis Group.
A reunião resultou em um avanço: o Irã concordou em permitir que navios com bandeira paquistanesa passem pelo estreito de Hormuz, com potencial de duas embarcações por dia. O acordo é visto como uma medida de confiança, ainda que modesta.
Desdobramentos e próximos passos
O grupo atua como interlocutor primário com o Irã, mantendo canais indiretos com os EUA. O Irã afirma que esse canal é o mais confiável, enquanto Washington tem sido citado como favorável a manter a comunicação por vias diplomáticas.
Imediatamente após o encontro, Ishaq Dar, ministro das Relações Exteriores do Paquistão, viajou a China para informar Pequim sobre a crise. A China já havia sido citada como possível garantidora de eventuais acordos, o que também é visto com ressalva por setores dos EUA.
Turkey, Arábia Saudita e outros países do Golfo discutem estratégias para conter ataques e pressões sobre o Estreito de Hormuz, com foco na construção de um quadro regional estável. A presença de Qatar no processo não ficou clara, variando entre alinhamentos estratégicos e neutralidade.
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