- PSD lança Ronaldo Caiado como candidato à presidência, decisão anunciada na tarde desta segunda-feira.
- Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, lamenta a escolha e diz que o PSD continua polarization no país.
- Leite tentou se apresentar como a “terceira via” de um centro democrático, mas foi preterido pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.
- Em vídeo, Leite afirma que não discutirá a decisão e que seguirá com planos de disputar a eleição no futuro.
- Também nesta semana, o governador Ratinho Júnior, do Paraná, desistiu da disputa e anunciou que deixará a vida pública ao fim do mandato.
O PSD confirmou a escolha de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como candidato à presidência. A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira e busca consolidar a chapa do partido para as eleições.
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, não recebeu bem o desfecho e já manifestava, nas últimas semanas, a pretensão de ocupar o espaço de uma via de centro democrático. O quadro aumenta a polarização política no país, segundo ele.
Leite afirmou em vídeo que não pretende discutir a decisão neste momento, mas que manterá seus planos de disputar a presidência no futuro, ampliando o debate sobre um equilíbrio político no Brasil.
A articulação interna também pôs em risco a posição de Ratinho Júnior, governador do Paraná, que recentemente abriu mão da disputa. Ele informou que encerrará o mandato e voltará à iniciativa privada ao término do governo.
Reações internas no PSD
Leite já havia buscado apoio em São Paulo para viabilizar uma candidatura própria ao Planalto, sem aceitar compor como vice. O cenário mostra uma disputa interna acirrada pela construção de uma alternativa ao centro político.
Segundo pessoas próximas, a decisão de Caiado reflete a leitura de que o recorte estratégico do PSD passa pela liderança de Goiás, com foco em ampliar a base de apoio para o pleito nacional. A presidência do partido não comentou de forma detalhada as motivações.
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