- Ibaneis Rocha deixou o governo do Distrito Federal neste fim de semana sem solucionar a crise do Banco de Brasília (BRB) criada durante sua gestão.
- Celina Leão assume o cargo de governadora a partir desta segunda-feira (30), herdando a tarefa de resolver o problema do banco público.
- O ex-governador resistiu a fazer um aporte direto do tesouro do DF para evitar críticas da população.
- O BRB corre o risco de entrar em regime de administração temporária, com possibilidade de privatização, caso não apresente o rombo e as tratativas com o Banco Master.
- A crise envolve operações bilionárias com o Master, caso que pode gerar multa caso o balanço não seja divulgado até terça-feira (31); Ibaneis deixou o cargo durante o desgaste político e não teve apoio de Michelle Bolsonaro.
Ibaneis Rocha (MDB) deixou o governo do Distrito Federal neste fim de semana sem resolver a crise no BRB, criada durante sua gestão. O banco público enfrenta dificuldades ligadas a operações com o Banco Master e a rombos reportados.
A responsabilidade pela gestão do BRB passa a ser da nova governadora Celina Leão (PP), que assume a partir desta segunda-feira (30). Ela herdou o desafio de estabilizar a instituição e a situação financeira do banco.
Ibaneis resistiu a realizar aporte direto do Tesouro do DF para evitar críticas adicionais, mantendo a linha de evitar novos custos públicos. A crise envolve operações com o Master, que geraram controvérsias e investigações.
O BRB amplia as suas operações para além do Distrito Federal, mas retorna a um perfil mais regional. A partir desta semana, o banco precisa apresentar o balanço e divulgar o rombo causado pelas negociações com o Master, sob risco de multa caso não cumpra o prazo.
Se não houver solução, o BRB pode entrar em regime de administração temporária, o que pode abrir caminho para a privatização da instituição. A situação agrava a instabilidade política de Ibaneis, que buscava concorrer ao Senado.
Ibaneis deixa o governo para concorrer ao Senado, sem o apoio explícito da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. Michelle planeja disputar uma vaga ao Senado pelo DF e apoia Bia Kicis para a outra vaga.
A crise no BRB, iniciada com operações com o Master, tornou-se uma das principais fontes de desgaste de Ibaneis. O governo avaliou alternativas, incluindo aporte de recursos e apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Embora Ibaneis afirme não participar das decisões operacionais do BRB, o tema marcou o encerramento de seu mandato. A desincompatibilização eleitoral também é a razão formal para a saída do governo.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citou Ibaneis em depoimento à Polícia Federal em janeiro, na Operação Compliance Zero, o que amplifica o contorno político da crise.
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