- MPs pedem pausa na expansão da HMP Parc, em Bridgend, até que falhas de segurança de funcionários e presos sejam resolvidas.
- Em 2024, dezessete homens morreram na prisão, o maior número registrado naquele ano; em 2025, mais três mortes ocorreram nos primeiros nove meses.
- Apesar da necessidade de vagas, o comitê afirmou que Parc não é o lugar adequado para ampliar a população carcerária.
- A aprovação prévia, em setembro de 2024, autorizou adicionar 345 presos e 160 funcionários à prisão de categoria B, que hoje abriga cerca de 1.670 presos e 676 funcionários.
- Visitas de inspetores em 2025 criticaram o estado das instalações, com fatores como uso de drogas, automutilação, violência e carência de pessoal; em 2026, houve avanços considerados “verdes” pelo relatório.
O comitê de assuntos galegos do parlamento britânico pediu que o plano de expansão de HMP Parc, em Bridgend, seja suspenso até que falhas graves de segurança de funcionários e detentos sejam resolvidas. A solicitação veio após uma avaliação do cenário no cárcere. O relatório foi divulgado na segunda-feira.
No ano de 2024, 17 homens perderam a vida em Parc, o maior número em uma prisão na Inglaterra e no País de Gales naquele período, em meio a uso de drogas, automutilação, violência e falta de funcionários. Nos primeiros nove meses de 2025, outras três mortes foram registradas no mesmo estabelecimento. A comissão reconhece a necessidade de mais vagas, mas afirma que Parc não é o local adequado para ampliar a população carcerária.
Mesmo com o estado crítico, a aprovação prévia para aumentar em 345 o número de presos e em 160 o de trabalhadores de Parc ocorreu em setembro de 2024, após o Ministério da Justiça alegar que haveria escassez de vagas em dois meses sem ação. Parc abriga 1.670 presos e emprega 676 funcionários e é operada pela empresa privada G4S.
A presidente do comitê, Ruth Jones, ressaltou que os acontecimentos de 2024 mostraram problemas graves no local. Ela afirmou ainda que ampliar a capacidade agora poderia colocar em risco os avanços já obtidos na segurança de detentos e equipes.
Em visita não anunciada em janeiro de 2025, os inspetores criticaram duramente as condições, apontando alto uso de drogas, automutilação, violência, além de longos períodos de isolamento. Falta de pessoal, alimentação de qualidade ruim e serviços de saúde mental e uso de substâncias subfinanciados também foram destacados.
Em visita de janeiro de 2026, o inspetor-chefe de prisões observou avanços, embora ainda haja necessidade de melhorias, segundo o relatório citado pelo comitê. O Ministério da Justiça afirmou estar adotando medidas decisivas para enfrentar a crise, incluindo a criação de 14 mil novas vagas até 2031 e reformas para reduzir o uso de encarceramento.
A administração de Parc informou que houve progresso, citando avanços na interrupção do fornecimento de drogas, o que tem contribuído para reduzir autoagressões e violência dentro da instituição. O governo reiterou o objetivo de expandir vagas e reestruturar medidas de punição para manter a prisão em funcionamento.
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