- Uma criança de dois anos no centro de detenção familiar de Dilley, no Texas, está doente com febre e não recebe alimentação adequada, conforme afirma o congressista Joaquín Castro.
- Castro solicitou a liberação imediata da criança e da mãe Joani, além de pedir o fechamento do centro, alvo de críticas por condições de higiene, água e atendimento médico.
- O local, oficialmente chamado South Texas Family Residential Center, é operado pela CoreCivic para o ICE e já teve casos de sarampo divulgados em fevereiro; há relatos de tratamento considerado inadequado em diversas ocasiões.
- A CoreCivic afirma que saúde e segurança são prioridades e que ofereceria atendimento médico, enquanto Castro tem pressionado para libertar diversas pessoas detidas em Dilley.
- A empresa projeta receita de US$ 180 milhões com a operação do centro até março de 2030, segundo dados da própria companhia.
Um jovem de dois anos permanece sob custódia em um centro de detenção familiar em Dilley, Texas, alegadamente doente e sem o cuidado adequado. O canadense Joaquin Castro, congressista democrata de San Antonio, pediu a liberação de Kaleth e da mãe dele, Joani, do estabelecimento mantido pela ICE. A criança apresenta febre e recusa alimentos fornecidos na unidade, segundo relatos de familiares.
Castro afirmou que os detidos reclamam de mofo e invasões com vermes no local. Quando a mãe procurou ajuda, funcionários teriam dito que o problema era apenas mental, segundo o congressista. A denúncia é apresentada como parte de um histórico de críticas ao centro de detenção.
Dilley, oficialmente chamado South Texas Family Residential Center, tem sido alvo de críticas por suposta inadequação no atendimento médico e de alimentação a famílias. Em fevereiro houve registro de dois casos de sarampo no complexo, que já abrigou outras crianças sob mão de autoridades de imigração.
O congressista afirmou que pleiteia a imediata liberação de Kaleth e de Joani e a oferta de cuidados médicos adequados. Castro já denunciou repetidamente a necessidade de fechar o centro de Dilley, argumentando que a política imigratória de Donald Trump é desumana.
A defesa de Castro também envolve outras ações para libertação de imigrantes detidos em Dilley. Em vídeo divulgado, ele reiterou o pedido de encerramento da instalação, destacando que há relatos de crianças pequenas enfrentando condições precárias.
A CoreCivic, empresa responsável pela gestão do centro, afirma que oferece água potável e atendimento médico, negando as acusações de serviço inadequado. Em nota, o porta-voz da empresa afirmou que a saúde e a segurança dos internos são prioridade.
Relatos de parentes descrevem longos períodos sem água potável limpa, sono insuficiente e dificuldade de acesso a itens de higiene e atendimento médico rápido. Documentos judiciais também descrevem o ambiente como prisional, com termos usados para descrever detidos em trailers semelhantes a celas.
Fontes: The Guardian e registros públicos indicam que o centro opera sob contrato com ICE e visa receita de cerca de 180 milhões de dólares anuais até 2030, dependente de operações contínuas no local. As acusações e defesas se mantêm em disputa até a presente nota.
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