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Viagem de trem noturno de Pequim à fronteira com a Coreia do Norte

Expresso noturno K-27 reabre após seis anos, ligando Pequim a Pyongyang; a maioria viaja apenas até a fronteira em Dandong

El expreso K-27 con destino a Pyongyang cruza hacia Corea del Norte desde la ciudad china fronteriza de Dandong, el jueves 26 de marzo.
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  • A linha férrea entre Pequim e Pyongyang reabriu após seis anos de suspensão, com o expresso noturno K-27 passando a operar entre as capitais e a viagem total de 1.103 quilômetros até a fronteira.
  • A maioria dos passageiros desembarca em Dandong, cidade chinesa na fronteira, e apenas alguns seguem até Pyongyang com vistos de estudo ou negócio, ou com passaporte norte-coreano.
  • Turistas não são aceitos pela Coreia do Norte há anos; jornalistas não são bem‑vindos, e os passageiros rumo a Pyongyang vão em compartimentos isolados no fim do trem.
  • Em Dandong, o tráfego de fronteira e o turismo local mostram uma mistura de vida na margem do Yalu, com visita de turistas a pontos próximos à fronteira e ao “pontinho” que divide os dois países.
  • A reabertura é acompanhada de promessas oficiais de ampliar intercâmbios econômicos, comerciais e culturais, e tende a aproximar as duas nações, ainda que as visitas ao interior norte-coreano permaneçam restritas.

O expresso noturno K-27, que liga Pequim a Pyongyang, reabriu após seis anos de suspensão. A maior parte dos passageiros desembarca em Dandong, na fronteira, com apenas alguns seguindo para a Coreia do Norte. A retomada também envolve o setor aéreo entre as capitais.

Segundo a imprensa estatal chinesa, a linha visa ampliar intercâmbios econômicos, comerciais e culturais entre os dois países. O retorno do trem ocorre há duas semanas, em meio a um ambiente de abertura limitado. Turistas continuam sem permissão ampla.

Em Pequim, a sala de embarque está cheia e o trem parte às 17h27, rumo à fronteira. Os vagões de segunda classe oferecem conforto básico, com cabines de três camas e um vagão-restaurante de funcionamento modesto.

Na fronteira sino-norcoreana

Ao chegar a Dandong, a cidade chinesa à beira do Yalu, o fluxo de passageiros muda. A maioria desce, restando apenas alguns viajantes com visto para estudos ou negócios, ou portadores de passaporte norte-coreano. Nadade turismo permitido desde a pandemia.

No percurso, a circulação de estrangeiros é acompanhada por controles específicos. Visitantes observam a fronteira com o país vizinho, a poucos metros do rio, onde restam estruturas da Guerra da Coreia ainda visíveis. O cenário desperta curiosidade e cautela.

Comercialmente, o trânsito de pessoas e mercadorias ressurge entre as margens do Yalu. Em Dandong, lojas e ruas próximas vendem itens ligados à Coreia do Norte, sob vigilância de agentes locais. A vida cotidiana na cidade permanece marcada pela proximidade com o vizinho.

Alguns relatos descrevem a percepção de que a Coreia do Norte continua sob rígido controle estadual. Guias locais enfatizam a pobreza relativa e a ausência de liberdades, destacando diferenças com a China em termos de mobilidade e serviços públicos.

O passeio de barco pela margem norte do Yalu aproxima turistas do território norte-coreano. Do outro lado, áreas rurais, pequenas construções e uma imagem de isolamento. A visita oferece apenas vislumbres limitados do país vizinho, sem acesso ao interior.

Entre as expectativas de visitantes, há quem veja a visita como lembrança histórica da relação entre as nações. Outros destacam o custo e a limitação de interação, mantendo o foco na fronteira e na memória de conflitos passados.

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