- O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o governo terá que agir para frear recursos viciantes das redes sociais, dizendo que esses recursos “não deveriam ser permitidos”.
- A secretária de Educação, Bridget Phillipson, disse que as plataformas são desenhadas para manter o uso e que a consulta sobre o uso das redes vai analisar conteúdos algorítmicos viciantes.
- O debate ocorre após um caso nos Estados Unidos envolvendo Meta e Google, que resultou em indenização de 6 milhões de dólares por vício infantil, com as empresas recorrendo.
- O governo vai testar restrições com centenas de adolescentes britânicos, incluindo curfews digitais e limites de tempo, com 300 jovens em quatro nações.
- Quase 30 mil pais e crianças já responderam à consulta sobre bem-estar digital, que se encerra em 26 de maio.
Keir Starmer afirmou que o Reino Unido terá que agir para conter recursos viciantes em redes sociais, após anunciar medidas consideradas as mais firmes até o momento. O primeiro-ministro disse que algoritmos que prendem crianças e jovens devem ser restritos, com mudanças possíveis após consulta pública. A educação secretária destacou que as plataformas são feitas para manter usuários engajados.
Phillipson afirmou que redes sociais foram desenhadas para prender a atenção e que a consulta avaliará como combater conteúdos e recursos algorítmicos nocivos, incluindo o possível banimento de recursos viciantes para usuários mais jovens. Ela mencionou ainda a discussão sobre idade de consentimento digital.
Em referência a ações judiciais nos EUA, um veredito responsabilizou Meta e Google por danos relacionados à dependência de crianças, com indenização de 6 milhões de dólares e recurso em andamento. As empresas planejam recorrer.
Starmer declarou que a ideia de proibir o uso de redes para menores de 16 anos é uma possibilidade a ser considerada, citando experiências da Austrália. Ele garante que a consulta definirá mudanças significativas, afirmando que o futuro não ficará como está.
A BBC informou que a governo publicou diretrizes de tela para crianças de menos de cinco anos, com duração diária sugerida. Phillipson afirmou que há opções em estudo para moderar o tempo de tela de jovens através da consulta.
Durante a consulta, centenas de adolescentes do Reino Unido participarão de um estudo piloto com bans temporários, curfews digitais e limites de tempo. Será envolvida uma amostra de cerca de 300 jovens de todas as quatro nações, com testes de desativação de apps.
Também foram divulgados dados da consulta de bem-estar digital, com quase 30 mil respostas de pais e crianças. O fechamento da enquete ocorre em 26 de maio. A iniciativa visa mapear impactos de conteúdos viciantes e apontar diretrizes futuras.
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