- Edinho Silva disse que MDB e PSD não farão aliança nacional com Lula na reeleição de 2026, devendo haver acordos regionais em alguns estados.
- MDB hoje ocupa ministérios como Planejamento e Orçamento (Simone Tebet) e Cidades (Jader Filho; MDB é visto como fiel da balança no Congresso).
- Tebet deixou o MDB para o PSB, visando a candidatura ao Senado em São Paulo, com aval de Lula; o PSD mantém pastas no governo, mas pretende lançar candidatura própria.
- O prazo para ministros deixarem os cargos para concorrer em outubro deve vencer na próxima semana; Lula espera que eles defendam ações do governo durante a campanha.
- No Rio Grande do Sul, há disputa interna no PT entre quem defende pacto com o PDT e quem defende candidatura própria, refletindo tensões sobre o cenário nacional.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que MDB e PSD deverão ficar fora da aliança formal de apoio à reeleição de Lula em 2026. A declaração ocorreu neste sábado, em meio às articulações para a próxima campanha, e sinaliza redução da participação dessas siglas na composição do governo para o próximo pleito.
De acordo com Edinho Silva, as alianças com PSD e MDB devem ser definidas de forma regional, não em nível nacional, para respeitar as contradições entre as legendas. A leitura adotada pelo núcleo duro do PT diz que movimentos locais podem divergir da posição de âmbito nacional do governo.
Historicamente, o MDB atua como articulador em diferentes estados, mantendo presença em ministérios estratégicos. No governo atual, o MDB ocupa pastas como Planejamento e Orçamento, com Simone Tebet, e Cidades, com Jader Filho. O PSD, por sua vez, comanda Agricultura, Pecuária e comendas em Minas e Energia, além de Pesca e Aquicultura.
Tebet deixou o MDB e migrou para o PSB, visando a candidatura ao Senado em São Paulo com aval de Lula. A única coisa confirmada é a continuidade de ministérios no governo e a tentativa de ampliar a governabilidade em estados por meio de pactos regionais.
O prazo legal para que ministros deixem os cargos para concorrer em outubro se encerra na próxima semana. A expectativa é de que as lideranças apresentem defesas do governo durante a campanha, mantendo o foco na gestão e nas ações oficiais. Edinho ressalta que as lideranças devem atuar nos seus estados para defender o governo.
A defesa de alianças com PDT permanece como eixo entre o PT e aliados tradicionais, mas a interlocução enfrenta resistências em algumas unidades da federação. No Rio Grande do Sul, por exemplo, uma ala petista resiste a um acordo nacional com o PDT, que terá Juliana Brizola como candidata ao governo estadual.
Um grupo interno do PT gaúcho defende candidatura própria, exaltando o projeto coletivo do partido e a necessidade de manter a leitura histórica do momento. A posição enfatiza que as decisões locais não devem comprometer a base de apoio nacional ao projeto de Lula.
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