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NHS não alcança metas de redução de espera em emergências na Inglaterra

NHS não atinge metas de A&E e de 18 semanas para cuidados não urgentes; apenas 52 de cento e cinquenta trusts atingem 65%

Wes Streeting visiting Trafford general hospital in Manchester in February. The health secretary said last week the NHS was on track to reduce waiting times by the end of the parliament in 2029.
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  • O NHS da Inglaterra deve cumprir metas para reduzir tempos de espera em atendimento de urgência, oncologia e cirurgias eletivas, mas não atingiu os objetivos anunciados para o fim do ano fiscal; apenas 61,5 por cento dos pacientes esperam até dezoito semanas em janeiro, abaixo da meta de 65 por cento.
  • A meta de quarenta e oito horas para atendimento de emergência (quatro horas) está fora de alcance; em fevereiro, 74,1 por cento dos pacientes foram atendidos dentro do prazo, abaixo da meta de 78 por cento para 31 de março.
  • Doze entre cada dez Trusts tiveram desempenho abaixo de 65 por cento em janeiro; apenas cinquenta e duas das cento e cinquenta unidades atingiram esse patamar.
  • Treze por cento dos trusts não cumpriram a meta de melhorar o desempenho em pelo menos cinco por cento em comparação ao ano anterior; em quarenta e quatro trusts houve piora na norma de 18 semanas.
  • O total de pessoas em Inglaterra esperando por diagnóstico atinge 1,8 milhão, o maior desde a pandemia; mais de 139 mil aguardam mais de treze semanas, com previsão de chegar a dois milhões até setembro do próximo ano.

O NHS britânico não alcançará as metas de redução de tempo de espera em A&E, no tratamento de câncer e em procedimentos hospitalares programados, aponta análise exclusiva do Guardian com dados mais recentes. Milhões devem enfrentar atrasos persistentes.

O serviço de saúde da Inglaterra não entregará uma série de melhorias anunciadas pelo governo para o fim do ano fiscal, em 31 de março. A avaliação questiona promessas feitas pelo secretário de Saúde, Wes Streeting, de manter o cronograma até 2029.

A defasagem preocupa o premiê Keir Starmer e o público, que cobra avanços para encerrar longas esperas desde 2015. Mesmo com um repasse extra de 120 milhões de libras para acelerar atendimentos eletivos, os números seguem baixos.

Desempenho atual e metas

Em janeiro, apenas 61,5% dos pacientes aguardavam até 18 semanas por atendimento não urgente, acima de 65% do objetivo para 2025/26. Em 2024/25, o índice foi 58,9%. Um terço dos 150 trusts atingiu 65% no mês.

Quase sete entre 10 trusts não cumpriram o compromisso de melhorar ao menos 5% frente ao ano anterior. Em 18 semanas, 44 trusts apresentaram piora, refletindo demanda elevada e aperto orçamentário.

O atendimento na emergência segue fora da meta: 78% de A&E em até quatro horas era o alvo para 31 de março. Em fevereiro, o índice ficou em 74,1%. O objetivo permanece desafiado por alta demanda.

A análise também aponta atraso na melhora do tempo de resposta de ambulâncias, na categoria dois, após ligações de 999. Em janeiro, alguns trusts atingiram o tempo de 30 minutos, mas metade ficou abaixo da meta.

Contexto financeiro e perspectivas

O NHS investiu em um “eletronic sprint” com mais atividades e cirurgias para elevar a performance até o fim do trimestre, em meio a um recente aporte de recursos. A avaliação destaca variações regionais e esforços ainda insuficientes.

Especialistas destacam que avanços recentes são promissores, mas não garantem o cumprimento das promessas governamentais. A trajetória depende de maior esforço e rapidez na implementação de mudanças.

Diagnosticôncia e impacto

Outra análise indica que o número de pessoas na Inglaterra aguardando diagnóstico já chegou a 1,8 milhão, maior desde a pandemia. A fila de exames continua crescendo, atrasando o início de tratamentos.

A Magentus registrou que mais de 139 mil pacientes aguardam mais de 13 semanas por um diagnóstico, índice histórico desde janeiro de 2024, com projeção de chegar a 2 milhões até setembro do próximo ano.

Um porta-voz do NHS afirmou que os dados antigos não refletem a atuação atual, ressaltando melhorias recentes desde o fim de janeiro. A organização diz ter realizado recordes de consultas, testes e exames em 2025.

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