- O NHS da Inglaterra deve cumprir metas para reduzir tempos de espera em atendimento de urgência, oncologia e cirurgias eletivas, mas não atingiu os objetivos anunciados para o fim do ano fiscal; apenas 61,5 por cento dos pacientes esperam até dezoito semanas em janeiro, abaixo da meta de 65 por cento.
- A meta de quarenta e oito horas para atendimento de emergência (quatro horas) está fora de alcance; em fevereiro, 74,1 por cento dos pacientes foram atendidos dentro do prazo, abaixo da meta de 78 por cento para 31 de março.
- Doze entre cada dez Trusts tiveram desempenho abaixo de 65 por cento em janeiro; apenas cinquenta e duas das cento e cinquenta unidades atingiram esse patamar.
- Treze por cento dos trusts não cumpriram a meta de melhorar o desempenho em pelo menos cinco por cento em comparação ao ano anterior; em quarenta e quatro trusts houve piora na norma de 18 semanas.
- O total de pessoas em Inglaterra esperando por diagnóstico atinge 1,8 milhão, o maior desde a pandemia; mais de 139 mil aguardam mais de treze semanas, com previsão de chegar a dois milhões até setembro do próximo ano.
O NHS britânico não alcançará as metas de redução de tempo de espera em A&E, no tratamento de câncer e em procedimentos hospitalares programados, aponta análise exclusiva do Guardian com dados mais recentes. Milhões devem enfrentar atrasos persistentes.
O serviço de saúde da Inglaterra não entregará uma série de melhorias anunciadas pelo governo para o fim do ano fiscal, em 31 de março. A avaliação questiona promessas feitas pelo secretário de Saúde, Wes Streeting, de manter o cronograma até 2029.
A defasagem preocupa o premiê Keir Starmer e o público, que cobra avanços para encerrar longas esperas desde 2015. Mesmo com um repasse extra de 120 milhões de libras para acelerar atendimentos eletivos, os números seguem baixos.
Desempenho atual e metas
Em janeiro, apenas 61,5% dos pacientes aguardavam até 18 semanas por atendimento não urgente, acima de 65% do objetivo para 2025/26. Em 2024/25, o índice foi 58,9%. Um terço dos 150 trusts atingiu 65% no mês.
Quase sete entre 10 trusts não cumpriram o compromisso de melhorar ao menos 5% frente ao ano anterior. Em 18 semanas, 44 trusts apresentaram piora, refletindo demanda elevada e aperto orçamentário.
O atendimento na emergência segue fora da meta: 78% de A&E em até quatro horas era o alvo para 31 de março. Em fevereiro, o índice ficou em 74,1%. O objetivo permanece desafiado por alta demanda.
A análise também aponta atraso na melhora do tempo de resposta de ambulâncias, na categoria dois, após ligações de 999. Em janeiro, alguns trusts atingiram o tempo de 30 minutos, mas metade ficou abaixo da meta.
Contexto financeiro e perspectivas
O NHS investiu em um “eletronic sprint” com mais atividades e cirurgias para elevar a performance até o fim do trimestre, em meio a um recente aporte de recursos. A avaliação destaca variações regionais e esforços ainda insuficientes.
Especialistas destacam que avanços recentes são promissores, mas não garantem o cumprimento das promessas governamentais. A trajetória depende de maior esforço e rapidez na implementação de mudanças.
Diagnosticôncia e impacto
Outra análise indica que o número de pessoas na Inglaterra aguardando diagnóstico já chegou a 1,8 milhão, maior desde a pandemia. A fila de exames continua crescendo, atrasando o início de tratamentos.
A Magentus registrou que mais de 139 mil pacientes aguardam mais de 13 semanas por um diagnóstico, índice histórico desde janeiro de 2024, com projeção de chegar a 2 milhões até setembro do próximo ano.
Um porta-voz do NHS afirmou que os dados antigos não refletem a atuação atual, ressaltando melhorias recentes desde o fim de janeiro. A organização diz ter realizado recordes de consultas, testes e exames em 2025.
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