- Israel impediu a entrada de líderes cristãos na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para a missa do Domingo de Ramos, pela primeira vez em séculos.
- A medida ocorreu no contexto de uma escalada militar no Oriente Médio e levou o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa a qualificarem o episódio como “precedente grave”.
- Os líderes barrados foram o Patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o responsável pela Custódia, Francesco Ielpo, que foram obrigados a retornar.
- As autoridades justificaram a restrição pela configuração da Cidade Velha e pela proteção a resgates em caso de ataque, afirmando riscos para a vida das pessoas.
- Reações internacionais incluíram posicionamentos da Itália e da França, com condenações à medida, enquanto o Vaticano e outros governos destacaram a afronta à liberdade religiosa.
Israel impediu pela primeira vez em décadas que líderes cristãos celebrassem a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A ação ocorreu durante um período de escalada militar no Oriente Médio e foi confirmada pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa.
Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, e Francesco Ielpo, responsável pela Custódia, não ingressaram no local. Policiais israelenses bloquearam a entrada, obrigando os religiosos a voltarem. A medida foi descrita como um “precedente grave” pelas entidades cristãs.
O episódio ocorre em pleno período litúrgico e acena para impactos sobre práticas religiosas milenares na região. O comunicado conjunto das instituições ressalta a sensibilidade mundial durante a Semana Santa.
Contexto e justificativa oficial
A polícia informou que a configuração da Cidade Velha dificulta o acesso rápido de equipes de resgate em caso de ataque, tornando necessário restringir grandes aglomerações. A restrição valeu para locais sagrados, incluindo sinagogas, igrejas e mesquitas, desde o início da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, com apoio dos EUA ao Irã.
Reações internacionais
A governança italiana reagiu com críticas à atuação policial, descrevendo o fato como uma afronta à liberdade religiosa. O embaixador da Itália em Roma foi acionado para esclarecimentos. Em Paris, o presidente Emmanuel Macron condenou a decisão e direcionou apoio ao patriarca.
No território, cristãos palestinos seguiram com celebrações privadas no Mosteiro de São Salvador. Muitos peregrinos permaneceram sem a tradicional procissão que partiria do Monte das Oliveiras, diante das restrições vigentes.
Panorama regional
Estimativas de 2023 apontam que cristãos da Terra Santa somavam menos de 2% da população na região, sendo a maioria ortodoxos. O episódio evidencia o impacto direto do conflito sobre rituais religiosos no território. O Vaticano acompanhou as manifestações, avaliando o ato como uma violação de liberdade religiosa.
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