- Governo Lula deve bater recorde de saídas de ministros para disputar eleições: pelo menos 16 deixam pastas nesta semana, com possibilidade de aumento até o dia 4 de abril, prazo de desincompatibilização.
- Saídas já confirmadas incluem Fernando Haddad, que deixou a Fazenda e lançou pré-candidatura ao governo de São Paulo, e Renan Filho, que deve disputar o governo de Alagoas.
- As disputas podem ocorrer tanto para governos estaduais quanto para Senado e Câmara, com nomes a depender de cada estado e formato de chapa.
- A estratégia de substituição privilegia secretários-executivos para manter o funcionamento do governo, embora haja exceções como Bruno Moretti e Olavo Noleto, citados para vagas-chave.
- Além das disputas, alguns ministros devem apoiar campanhas, enquanto Sidônio Palmeira deixará o governo no meio do ano para atuar como marqueteiro da campanha de Lula.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode ter pelo menos 16 saídas de ministros nesta semana, segundo levantamento da GloboNews. A contagem ainda pode subir, pois a situação de quatro nomes continua indefinida. A desincompatibilização termina no sábado (4).
Entre as mudanças já confirmadas, a maioria envolve ministros que vão disputar governos estaduais ou senado. Haddad deixou a Fazenda e já anuncia pré-candidatura ao governo de São Paulo. Renan Filho deverá concorrer ao governo de Alagoas.
Além disso, há ministros que devem buscar vagas no Senado, como Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva, entre outros. Parlamentares próximos a Lula também atuam para apoiar candidaturas e campanhas regionais.
A pasta de Planejamento pode ter substituto do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Olavo Noleto. O governo avalia perfis com experiência legislativa para ocupar funções-chave.
Ministros com saída confirmada do governo
Podem disputar governos estaduais. Fernando Haddad já está fora do governo e mira o governo de São Paulo. Renan Filho também é cotado para o governo de Alagoas.
Podem disputar o Senado. Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet, Marina Silva, André Fufuca e Carlos Fávaro estão entre os nomes cuja candidatura senatorial é aventada. Waldez Góes também é cotado para o Senado no Amapá.
Podem disputar vaga na Câmara. Silvio Costa Filho, Paulo Teixeira, Anielle Franco e Sônia Guajajara aparecem como candidaturas para a Câmara dos Deputados.
Pode disputar vagas em assembleias estaduais. Macaé Evaristo está entre os citados para a Assembleia de Minas Gerais.
Devem ajudar nas campanhas. Geraldo Alckmin deve atuar como vice e apoiar a chapa em São Paulo; Camilo Santana pode coordenar campanha no Ceará ou pleitear vaga.
Situação indefinida
Márcio França pode pleitear o Senado em São Paulo ou substituir Alckmin no MDIC. Wolney Queiroz avalia governo ou deputado em Pernambuco. Alexandre Silveira pode concorrer ao Senado em Minas ou permanecer para tratar da crise dos combustíveis. Luciana Santos pode disputar cargo em Pernambuco.
Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, não deixa o governo neste momento para concorrer; deve atuar como marqueteiro de Lula e sair apenas no meio do ano. O objetivo é reduzir impactos das trocas na máquina pública.
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