- Nove ativistas foram condenados no Texas por terrorismo e outras acusações após protesto em frente a uma instalação do ICE, perto de Fort Worth; oito foram condenados por tumulto, explosivos e apoio a terroristas, e o atirador foi condenado por tentativa de homicídio e porte de arma. Um nono réu, que não estava no protesto, foi condenado por transportar uma caixa de zines.
- O veredito é visto como precedente preocupante, ampliando a possibilidade de o governo rotular movimentos de esquerda de forma controversa como “terroristas domésticos”.
- O julgamento focou em se havia apoio a crimes específicos; não foi exigido provar ligação organizacional ou ideológica. O juiz Mark Pittman afirmou que mencionar antifa era irrelevante para o veredito.
- Especialistas destacam que o caso pode desencorajar protestos e ampliar o uso de acusações amplas, mesmo quando as evidências não comprovam a existência de um grupo organizado.
- Autoridades federais sinalizam a intensificação de ações contra protestos, com o objetivo declarado de combater a suposta atividade de antifa, enquanto especialistas alertam que antifa não é uma organização única.
Oito ativistas foram condenados, nesta semana, em um caso federal no Texas, envolvendo acusações de tumulto, explosivos e apoio a terroristas. O veredito ocorreu após protesto em frente a uma instalação do ICE, perto de Fort Worth, no ano passado. Os réus, que viajavam com armas e coletes, teriam ido ao local em solidariedade aos detidos.
Oito réus foram considerados culpados pelas acusações de tumulto, explosivos e fornecimento de apoio a terroristas. O atirador, Benjamin Song, foi condenado por tentativa de assassinato e por crimes relacionados a armas de fogo. Um nono indivíduo, que não estava presente no protesto, foi condenado por transportar um pacote de zines nos dias seguintes.
O caso amplamente é visto como testes das ações da administração Trump para punir manifestantes e visões de esquerda, após um protesto contra a imigração na região. A Justiça argumenta que as acusações se baseiam na conduta e no planejamento, não na filiação a uma organização.
A Justiça informou que a acusação não exigia provar vínculo com uma organização específica nem ideologia, apenas crimes descritos. O juiz Mark Pittman questionou a menção a antifa durante os ritos, sugerindo irrelevância da designação para a avaliação jurídica.
Especialistas ressaltam que o veredito pode abrir precedentes de uso de rótulos para criminalizar protestos. Alertam que sinais de comunicação, vestimenta escura e leitura de literatura podem ser usados para enquadrar ações como conspiração.
Para analistas, as condenações mostram que autoridades podem buscar mensagens ostensivas em protestos para descrever ações como terrorismo. Defesa dos réus sustenta que a denúncia se apoiou em evidências fragmentadas e de interpretação.
Não houve convocações a partir de demonstrações eleitorais na avaliação do caso, nem confirmação de ligação entre antifa e os réus nos termos da acusação federal. A investigação, contudo, continua em outras regiões, com autoridades avaliando possíveis ações similares.
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