- O Itamaraty condenou a decisão da polícia israelense de impedir o cardeal Pierbattista Pizzaballa de entrar na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para o Domingo de Ramos.
- A nota do Ministério das Relações Exteriores afirma que o episódio vai contra a liberdade de culto e lembra restrições recentes em Jerusalém Oriental.
- O texto ressalta que a ação ocorre em meio a tensões na região e menciona que a presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita segundo o governo brasileiro.
- Reações internacionais foram rápidas: o Vaticano e governos europeus classificaram o episódio como grave precedente para a liberdade religiosa.
- A polícia alegou que a configuração da Cidade Velha torna o acesso arriscado, citando necessidade de proteger evacuações em caso de ataque; líderes europeus, como Giorgia Meloni e Emmanuel Macron, condenaram a decisão.
O Ministério das Relações Exteriores condenou a decisão da polícia israelense de impedir o acesso de um cardeal à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, durante as preparações para o Domingo de Ramos. O Itamaraty afirma que o episódio contraria a liberdade religiosa.
O organismo lembrou restrições recentes em Jerusalém Oriental e apontou que o incidente com o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino na cidade, não é novo. Outros cristãos também foram impedidos de entrar no santuário, e muçulmanos tiveram acesso à Esplanada vetado no Ramadã.
Para o Itamaraty, a ação fere o princípio da liberdade de culto. O governo brasileiro ainda destacou que a presença contínua de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que o país não está habilitado a exercer soberania em Jerusalém Oriental.
Reações
A decisão gerou críticas de instituições religiosas e governos europeus. No Vaticano e em outros países, foi classificada como afronta à liberdade religiosa e como um precedente grave. A nota conjunta do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa considerou o episódio sem precedentes em séculos.
Segundo a nota, os dois líderes religiosos foram interceptados durante o trajeto e obrigados a retornar, o que foi visto como desrespeito à sensibilidade de bilhões de fiéis durante a Semana Santa. A polícia informou que a configuração da Cidade Velha torna o acesso de equipes de resgate mais lento, aumentando o risco à vida.
A Itália reagiu com firmeza: a primeira-ministra Giorgia Meloni chamou o fato de ofensa à liberdade religiosa. O chanceler Antonio Tajani anunciou a convocação do embaixador de Israel em Roma. Na França, Emmanuel Macron condenou a decisão e ofereceu apoio ao patriarca latino.
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