- Simone Tebet chamou Ricardo Nunes de deselegante e agressivo ao chamá-la de “marionete do Lula” após ele criticá-la por deixar o MDB para disputar o Senado por São Paulo pelo PSB.
- Nunes havia dito que Tebet seria “marionete de Lula” ao comentar a saída do MDB e a filiação dela ao PSB.
- Tebet formalizou a filiação ao PSB em ato na Assembleia Legislativa de São Paulo e anunciou que disputará uma vaga no Senado pelo estado.
- A ministra integra a chapa de Lula e Haddad, em posição de oposição à candidatura de Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro em São Paulo.
- Tebet disse que a política para mulheres não deve ser agressiva, reafirmou o apoio ao governo de Lula e afirmou que manterá o vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa, quando for o caso.
Simone Tebet criticou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, após ele chamá-la de marionete de Lula. A fala ocorreu na semana passada, quando Nunes comentou a saída da ministra do MDB para o PSB. Tebet formalizou hoje a filiação ao PSB e anunciou a candidatura ao Senado por São Paulo.
A pré-candidata ao Senado tornou a afirmar que não aceita o rótulo. Ela disse que recebeu apoio do presidente Lula e de Geraldo Alckmin para concorrer, ressaltando que a acusação é ofensiva e não corresponde à sua atuação pública. Tebet também citou o papel de mulheres no debate político.
Ela lembrou que tem raízes em São Paulo, onde estudou, as filhas estudam e há atuação de empresas da família no estado. A ministra afirmou que a filiação ao PSB não altera o compromisso com o país e que pretende fazer uma campanha simples, com foco no diálogo direto com o eleitor.
Filiação ao PSB
O ato de filiação ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo e contou com a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, do ministro Márcio França e de dirigentes do PSB. Tebet destacou a importância de unir forças para defender a democracia.
Durante o evento, Tebet reforçou a ideia de manter o vice-presidente atual na chapa de Lula, destacando o objetivo de formar uma frente ampla. Ela disse que a composição deverá privilegiar quem tiver maior capacidade de somar votos e projetos à candidatura conjunta.
A ministra também comentou sobre a regularização de domicílio eleitoral e afirmou ter iniciado o processo. Ela criticou a atuação de famílias na política brasileira, citando a atuação de Flávio Bolsonaro como exemplo de personalismo.
História no MDB
Tebet estava no MDB desde 1997, tendo atuado como senadora, prefeita e candidata presidencial em 2022. Ao migrar para o PSB, passa a integrar o mesmo partido de Alckmin. A mudança foi anunciada pouco antes da disputa pelo Senado em SP.
Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Tebet havia indicado que disputaria uma das vagas ao Senado pelo estado, antes de confirmar a candidatura por São Paulo. O PSB enfatizou que a decisão honra o conjunto de seus valores democráticos.
A ministra afirmou que pretende manter uma campanha objetiva, com pouca verba e foco no contato direto com o eleitor. Ela reiterou a preparação para disputar o Senado, destacando a relevância de São Paulo na sua trajetória política.
Entre na conversa da comunidade