- Oposição relaciona o caso Banco Master a figuras do PT da Bahia, apontando possível origem política e operacional do escândalo após investigações da PF e da CPMI do INSS.
- A relação envolve o CredCesta, cartão de crédito consignado ligado ao Master, criado no governo baiano e expandido com apoio de aliados do presidente, gerando suspeitas ainda sobre a gestão pública.
- A BK Financeira, associada ao grupo, teve sócia nua de uma nora de Jaques Wagner e recebeu 11 milhões pela prospecção de operações de consignado, segundo o Metrópoles.
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, é visto como elo entre o banco Master e a cúpula do PT baiano; Lima está (monitorado) com bens bloqueados e near de participação no CredCesta.
- A CPMI do INSS também abriu investigações sobre o CredCesta e o papel de Lima, com o Banco Central alcançando a liquidação de outras instituições ligadas ao modelo de crédito consignado; Lula e o governo dizem que as irregularidades devem ser apuradas de forma independente.
Oposição aponta conexão entre Bahia e o caso Master para desgastar Lula na eleição de 2026. PF e CPMI do INSS investigam origem do esquema ligado ao Banco Master, agora liquidado, a partir de documentos obtidos com quebras de sigilo de Daniel Vorcaro.
A investigação aponta o governo da Bahia como possível berço político e operacional do Master, associando a expansão do banco ao CredCesta, cartão de crédito consignado criado no estado. A relação envolve aliados próximos do presidente e figuras do governo.
Deputado Carlos Jordy afirma que há necessidade de uma CPI para apurar o caso. Segundo ele, o escopo envolve ramificações empresariais, políticas e familiares conectadas ao governo, com indícios para uma investigação parlamentar mais ampla sobre a origem e o crescimento do banco.
Investigação e principais elos
A BK Financeira, com participação de uma nora de Jaques Wagner, figura central nas contratações do Master, recebeu cerca de 11 milhões de reais para prospecção de operações consignadas. A empresa foi criada em Salvador, em 2021, segundo dados da Receita Federal.
A assessoria de Jaques Wagner informou que ele não participou de intermediações ou negociações com a empresa. O líder do governo afirmou confiar na autonomia da Justiça e que os esclarecimentos devem ser prestados pela própria empresa.
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, é apontado como elo-chave na estruturação do CredCesta, núcleo operacional do Master. Lima está sob monitoramento eletrônico e teve bens bloqueados pelo BC e pela Justiça.
CredCesta e mudanças no couro do Estado
O CredCesta nasceu como cartão ligado a servidores estaduais, em parceria com a rede de supermercados estatal Cesta do Povo. Após privatizações, o programa evoluiu para crédito consignado com bandeira internacional, ampliando o alcance do serviço.
Um decreto de 2022, assinado por Rui Costa, restringiu a portabilidade de consignados ligados ao programa, elevando a exclusividade do Master nas operações com servidores estaduais. Servidores buscaram migrações em busca de juros menores.
CPMI e desdobramentos recentes
A CPMI do INSS ampliou a linha de investigação, conectando estruturas associativas usadas no caso Master a descontos em benefícios previdenciários. Em fevereiro, a comissão convocou Augusto Lima e incluiu o CredCesta entre os alvos.
Em fevereiro de 2026, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado a Lima e ao Master, expondo o modelo de negócios baseado em consignados. Contratos permanecem válidos, com gestão sob liquidação.
Panorama político
Enquanto a oposição relaciona o escândalo ao núcleo petista baiano, o Planalto sustenta que as operações foram regulares e que as investigações devem alcançar todos os envolvidos, sem flexibilizar oportunidades de esclarecimentos.
O governo atribui parte dos indícios a gestões anteriores, mencionando a atuação de autoridades da época. A discussão sobre eventual CPI dependerá de decisões no Congresso, buscando equilibrar apurações e garantias processuais.
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