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Oposição usa ligação baiana do caso Master para desgastar Lula

Oposição aponta ligação baiana do caso Master como tática para desgastar Lula na eleição de 2026

Quando governador da Bahia, Rui Costa, ministro da Casa Civil, criou condições favoráveis para negócios do Banco Master. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Oposição relaciona o caso Banco Master a figuras do PT da Bahia, apontando possível origem política e operacional do escândalo após investigações da PF e da CPMI do INSS.
  • A relação envolve o CredCesta, cartão de crédito consignado ligado ao Master, criado no governo baiano e expandido com apoio de aliados do presidente, gerando suspeitas ainda sobre a gestão pública.
  • A BK Financeira, associada ao grupo, teve sócia nua de uma nora de Jaques Wagner e recebeu 11 milhões pela prospecção de operações de consignado, segundo o Metrópoles.
  • Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, é visto como elo entre o banco Master e a cúpula do PT baiano; Lima está (monitorado) com bens bloqueados e near de participação no CredCesta.
  • A CPMI do INSS também abriu investigações sobre o CredCesta e o papel de Lima, com o Banco Central alcançando a liquidação de outras instituições ligadas ao modelo de crédito consignado; Lula e o governo dizem que as irregularidades devem ser apuradas de forma independente.

Oposição aponta conexão entre Bahia e o caso Master para desgastar Lula na eleição de 2026. PF e CPMI do INSS investigam origem do esquema ligado ao Banco Master, agora liquidado, a partir de documentos obtidos com quebras de sigilo de Daniel Vorcaro.

A investigação aponta o governo da Bahia como possível berço político e operacional do Master, associando a expansão do banco ao CredCesta, cartão de crédito consignado criado no estado. A relação envolve aliados próximos do presidente e figuras do governo.

Deputado Carlos Jordy afirma que há necessidade de uma CPI para apurar o caso. Segundo ele, o escopo envolve ramificações empresariais, políticas e familiares conectadas ao governo, com indícios para uma investigação parlamentar mais ampla sobre a origem e o crescimento do banco.

Investigação e principais elos

A BK Financeira, com participação de uma nora de Jaques Wagner, figura central nas contratações do Master, recebeu cerca de 11 milhões de reais para prospecção de operações consignadas. A empresa foi criada em Salvador, em 2021, segundo dados da Receita Federal.

A assessoria de Jaques Wagner informou que ele não participou de intermediações ou negociações com a empresa. O líder do governo afirmou confiar na autonomia da Justiça e que os esclarecimentos devem ser prestados pela própria empresa.

Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, é apontado como elo-chave na estruturação do CredCesta, núcleo operacional do Master. Lima está sob monitoramento eletrônico e teve bens bloqueados pelo BC e pela Justiça.

CredCesta e mudanças no couro do Estado

O CredCesta nasceu como cartão ligado a servidores estaduais, em parceria com a rede de supermercados estatal Cesta do Povo. Após privatizações, o programa evoluiu para crédito consignado com bandeira internacional, ampliando o alcance do serviço.

Um decreto de 2022, assinado por Rui Costa, restringiu a portabilidade de consignados ligados ao programa, elevando a exclusividade do Master nas operações com servidores estaduais. Servidores buscaram migrações em busca de juros menores.

CPMI e desdobramentos recentes

A CPMI do INSS ampliou a linha de investigação, conectando estruturas associativas usadas no caso Master a descontos em benefícios previdenciários. Em fevereiro, a comissão convocou Augusto Lima e incluiu o CredCesta entre os alvos.

Em fevereiro de 2026, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ligado a Lima e ao Master, expondo o modelo de negócios baseado em consignados. Contratos permanecem válidos, com gestão sob liquidação.

Panorama político

Enquanto a oposição relaciona o escândalo ao núcleo petista baiano, o Planalto sustenta que as operações foram regulares e que as investigações devem alcançar todos os envolvidos, sem flexibilizar oportunidades de esclarecimentos.

O governo atribui parte dos indícios a gestões anteriores, mencionando a atuação de autoridades da época. A discussão sobre eventual CPI dependerá de decisões no Congresso, buscando equilibrar apurações e garantias processuais.

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